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04 March, 2009

Por conservador se entende...


A entrada anterior descrevia no seu título o senhor Schwarzinator como um "republicano conservador". Ainda assim, e depois de pormos os olhos num convite feito pela JCP à participação numa iniciativa por eles organizada, pensamos melhor se o termo "conservador" ainda pode continuar a ser associado àquela corrente ideológica dos tempos de Edmund Burke e do fim do século XVIII.

Há alguns autores que classificam o conservadorismo liberal como uma "negação de ideologia". E como é que as bases do que veio a ser chamado "a direita" acabam, cerca de 200 anos depois, por ser a mesma coisa, pintada de vermelho.

JCP: Acordem pá! Vocês são comunistas! Comunistas! Não são anti-imperialistas, anti-fascistas, sindicalistas, nem revolucionários! São, em primeiro e em último lugar, comunistas! Uma ideologia que tantas vezes provou que, apesar dos seus fundamentos Rousseaunianos (será assim que se diz?) o ser humano não é naturalmente bom. Já é suficientemente difícil provar que seja sequer dado à cooperação do toma lá-dá cá.

Para além de que o messianismo entre a revolução donde alguns mamam e a libertação da necessidade do Estado pelo povo, liderado pelo proletariado, é sempre uma constante em todas as histórias de regimes comunistas. Nunca passam da segunda fase, tem piada.

Ora bem, e finalmente, o caso de Cuba não é uma excepção de quem só chegou, na Revolução, à segunda base. Onde está a libertação do povo? A ideias é: está-se a libertar, aos poucos, primeiro comigo e depois com o meu irmão, diz o Ti Fidel. How convenient. Tudo isto num país próspero, justo, livre em expressão e direitos, onde os médicos e professores se formaram sem pagarem os estudos - se não houvesse médicos e professores aí é que era mau -. Sim, há alguma pobreza, mas a culpa é do embargo americano. A culpa dos campos de concentração na Coreia do Norte também é dos americanos. Isto só para falar de dois dos regimes que ainda sobrevivem.

Há ideias que se retiram da ideologia, é certo, mas ver jovens a falar como velhos que com aquela idade nunca mais se vão convencer de outra coisa, tipo fanáticos senis, é de estranhar.

Então vá lá, inspirou-nos esta carta da Juventude Comunista Portuguesa, que convida certos e determinados jovens a participar numa viagem a Cuba, na qual se encontrariam num encontro do FMJD (Federação Mundial da Juventude Democrática, ya).

Dizia então o seguinte: "O ano de 2009 é um ano muito especial para a juventude anti-imperialista do mundo- Por um lado, é o ano que marca o 60º aniversário da NATO, sessenta anos de crimes, destruição e assassinatos contra todos aqueles que, de alguma forma, lutam contra o imperialismo. Por outro lado, é também o ano do 50º aniversário da gloriosa Revolução Cubana, um exemplo demonstrativo que, apesar dos ataques imperialistas, é possível construir um país de paz, progresso e soberania do nosso tempo."

Vamos à lista o mais actualizada possível sobre esta trindade do sucesso cubano:

Paz: Amnistia Internacional
HumanRightsWatch

Progresso: The Economist

(Ah, claro esta instituição e este jornal são, claro, imperialistas, porcos capitalistas, fascistas, dominados pela maçonaria e por associações obscuras de gente do poder e do dinheiro).

Soberania: - a segunda moeda oficial é o dólar americano e os EUA têm a base de Guantanamo.
- O tráfico de bens e pessoas e emigração massiva são um dado incontornável, e o que é um facto é que há vodkas, whiskies, delikatessen e etc que se orgulham de ser "o favorito de Fidel Castro".
- isto para além das 50000 estâncias de férias espalhadas pelo país, das quais só o Estado e os estrangeiros beneficiam. Incluindo a americaníssima cadeia de resorts americana Breezes

Bem, e já chega de bater no ceguinho, tenham juízo crianças.

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