"

My Photo
Name:
Location: Portugal

07 January, 2009

A Invasão do Terreiro do Paço


Numa altura em que Israel invade a faixa de Gaza com o objectivo de incapacitar os ataques regulares e imprevisíveis dos rockets do Hamas; a Câmara Municipal de Lisboa ataca o Terreiro do Paço, de forma a acabar de vez com os insultuosos olhares contemplativos de quem quer apreciar a beleza da sua cidade.

Dois assuntos com gravidade distinta, mas ambos ataques implacáveis com vista a solucionar um problema que tem vindo a agravar-se, no caso de Lisboa, desde há duas semanas. A situação tornou-se insustentável, já não era possível ter uma data de pessoas a passar lá todos os dias sem a vista obral e os obstáculos à Indiana Jones.

O Terreiro do Paço não podia mais ser alvo de vistas paradas, nem um local agradável de passagem. Depois de 11 anos de paz - as obras do Metro começaram em 1997 -, onde se vivia com alegres atrasos e derrapagens orçamentais, onde governava a Construtora do Tâmega, velha amiga do Túnel do Marquês, no seu reinado de paz obral; eis que o inimigo procura mais uma vez o passeio por um dos ex-libris da cidade.

Os milhares de inocentes urbanistas da CML não podiam mais deixar de aplicar o seu planeamento projectado com tanta eficácia, competência e respeito pelo cidadão. Esses munícipes terroristas, que acham aquilo bonito, assassinos! Era preciso uma resposta firme, determinada e com punho de ferro.

A invasão do Terreiro do Paço era uma condição inevitável para acabar com esta ofensiva das pessoas normais e foi necessário agora fechar a própria praça e prosseguir com invasão de infantaria, a cargo da 2ª Divisão de Infantaria Moldava, 4ª Brigada de Encarregados Nortenhos e do 3º Pelotão de Paraquedistas Cabo-verdianos. Esta última foi a responsável pelo reconhecimento, tendo feito um trabalho heróico sob condições de trabalho precárias.

Estes destacamentos conquistaram já uma posição importante no interior do perímetro inimigo, tendo estabelecido a base de linha avançada, que poderá albergar agora a artilharia leve - foram já destacados 500 martelos pneumáticos numa primeira fase - e artilharia pesada, composta por 8 retroescavadoras e 10 Bobcats. A conclusão da primeira fase de invasão contará com a instalação de uma grua de 30 metros, que cortará por completo o acesso do inimigo ao rio e uma diminuição na capacidade visual do teatro de guerra.

É previsto que a operação demore 19 meses a ser concluída, mas devido a possíveis dificuldades de controlar as derrapagens, poderá ir até aos 11 anos. Por ser tão necessária esta ofensiva, de forma a instalar os esgotos que diminuirão o escoamento de resíduos não-tratados para o Tejo; deixamos também uma nota de louvor:

"À Camara Municipal de Lisboa, por não ter começado a invasão, pelo menos, durante a fase final da anterior, tendo assim conseguido distrair o inimigo, que deixou desprotegida uma outra zona estratégica, podendo assim, por esse ponto frágil e imprevisível, a própria praça, inflingir um duro e decisivo golpe aos terroristas do passeio e suas intenções autoritárias.

Os mais sinceros agradecimentos,

Ariel Sharon"

0 Comments:

Post a Comment

<< Home