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20 May, 2008

Nome de PS e nome de PSD - um Freakonomics pá... importantíssimo, meu!



"Ora pois então é assim, não é!? Eu logo vi!"

Os últimos tempos têm sido de intensa actividade profissional, pelo que só conseguimos mesmo mesmo pensar porque é que as figuras de proa do PSD quase nunca se apresentam só com o primeiro e último nome. A moda já é tão alargada, que já há um ser chamado Patinha Antão a concorrer à liderança do partido.

O senhor chama-se mesmo Mário Patinha Antão, mas será que Mário Antão apenas era muito pior? Ou era pouco burguês abaronado?

Pedro Lopes, tudo bem, seria talvez comum demais. Além disso ele tem um apelido talvez composto por dois nomes; ok, o Verão Quente já passou, tudo bem. O mesmo caso talvez se passará com Manuela Ferreira Leite, Neto da Silva e Passos Coelho. Bem, também não se sabe ao certo. Mas nem um é pim-pum.

Tente encontrar os candidatos nesta sopa de letras.
- "Pá, então porque é que vens aqui com passos de coelho, andas a ferrar no leite?
- "Não, 'tão? Eu sou neto do silva! Mas tinha de ser; pá, tinha então!

Se adivinhou neste jogo divertido, então ganhou também uma excelente oportunidade de saber que nomes mais ornamentados abundam muito mais no PSD do que no PS, tem piada. E não pode ter sido só pelo nascimento. Porque há um facto interessante: os chefes dos últimos governos desde o fim de Cavaco Silva (lá está, dois apelidos) e da presidência de Mário Soares (de seu primeiro e último nome, PS, ora bem); os dois líderes PSD eram mais conhecidos por Durão Barroso (dois apelidos) e Santana Lopes (outra vez); e os do PS, eram António Guterres e José Sócrates, Tó e Zé respectivamente.

Ora e vejamos mais. No governo de Durão Barroso, apenas 10 dos 25 ministros que por ali passaram se apresentam com o primeiro e último nome. No governo de Santana Lopes, apenas 7 de 18 se apresentam com o primeiro e último nome.

Nada contribui para a felicidade de ninguém, mas realmente o Patinha Antão puxou isto, não conseguimos deixar de elaborar.

Continuando, nos governos de Guterres, 10 pessoas de 16 usavam apenas o nome próprio e o apelido e, vejam bem, no segundo governo, dos 18 ministros que por ali passaram apenas 5 usavam mais que dois nomes! Hoje, no Socratão, é assim: só 6 dos 17 ministros usam apelido composto.

Ou seja, vemos que a tendência na utilização do nome "artístico" é nitidamente inversa num num caso em relação ao outro. Se o primeiro número for o número de ministros que se apresentam com primeiro e último nome, e o segundo for a quantidade dos que usam mais que isso, a porporção é:

Guterres I
10/6


Durão Barroso
10/15


Guterres II
13/5


Santana Lopes
7/11


Sócrates
11/6

Patinha Antão
nunca formou governo, e não cheira a isso...


Fizemos aqui um Freakonomics autêntico, que vem "provar" que esses complexos de nomes "fascistas" e do "ah pois teve de fugir para o Brasil" estão cada vez mais a dar os seus últimos fôlegos. Por outro, vê-se ainda que, a este nível etimológico, - de que nada sabemos nós -, a febre política esquerdóide do pós-25 de Abril não trouxe Tatianas, Tânias, Vladimiros ou Ivans para qualquer dos governos do fim do séc.XX ou do início deste Milénio.

Então, mais felizes?

PS: Mas ainda ficam mais agora, olha uma foto do António Guterres, de quem tantas saudades todos temos! És o mais querido de todos! Dá cá essa bochecha, Tó!

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