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31 March, 2008

Depois de três entradas a cheirar a bola...


Há muito que este blogue entrou por uma via de falar de bola, conversa de café e tal.

É tempo de se falar para a virtual audiência de assuntos que realmente interessam, mas dos quais ninguém quer saber ou, como sempre alerta este blogue, simplesmente com os quais ninguém se quer chatear, muito menos agir.

Voltemos a falar de Lisboa, inspirados por um jornal gratuito a que hoje deitámos a mão no Metro, logo pela manhã. Estávamos à espera de uma outra publicação da MAGMA - "Expresso do Oriente" ou coisa assim -, aquela editora que detém publicações dirigidas a freguesias por toda a grande Lisboa, e que falam mais das visitas de personalidades públicas às escolas do que outra coisa. Mas foi antes uma boa surpresa.

Este chama-se simplesmente, "Jornal de Lisboa" e vai no seu nº3. Após rápida leitura do jornal, percebe-se que se concentra - finalmente alguém - a expôr ao comum cidadão as trocas e baldrocas que se fazem nos executivos camarários lisboetas, de fincada mentalidade abusiva desde a edilidade escandalosa de João Soares, às negociatas de Santana Lopes, passando pela ingenuidade de Carmona Rodrigues, até à presente fraca esperança em António Costa. Num momento em que a Câmara está num estado tão frágil, importa saber o porquê, e quem começa a ler o "Jornal de Lisboa" fica triste e revoltado pelas coisas que ali se contam.

É que é difícil perceber-se entre as linhas dos vários jornais o quão séria é a questão dos 40 milhões perdidos pela Câmara no negócio Feira Popular/Parque Mayer/Bragaparques, a "oferta" do edifício do Casino de Lisboa à Estoril-Sol, a isenção de taxas municipais para o RockinRio - um negócio lucrativo que custa à Câmara a alguns milhões de euros e a destruição do parque da Bela Vista, com aval do "superecologista" José Sá Fernandes - ou porque é que toda a paralisada área ribeirinha de Lisboa ainda está sobre a alçada da inútil Adminstração do Porto de Lisboa. Este jornal é como um teclado de um piano ao serviço da cidade: está tudo escarrapachado e não depende da agenda mediática, é só tocar a nota.

Enquanto nos orgãos generalistas as coisas vêm e vão, como se não tivesse havido corrupção na Gebalis, terem sido pagos aqueles milhões para nada ao Frank Gehry ou Santana Lopes não quisesse ter construído a "Catedral de Lisboa"; neste diário, tenha que orientação política tiver, as coisas não estão esquecidas.

É certo que os socialistas não devem gostar muito dele, sobretudo quando o destaque é um perfil do comunista Ruben de Carvalho e as colunas de opinião estão a cargo de Helena Roseta, Nuno Melo do CSD-PP e do mítico social-democrata Nuno Morais Sarmento; mas... Vale a pena!

É que não se imagina o que se faz na Câmara de Lisboa e suas freguesias com os dinheiros públicos, que benefícios têm muitos trabalhadores, os caciquismos escandalosos que estão por trás dos trabalhos autárquicos, as negociatas obscuras...

As asneiras da Câmara de Lisboa são tantas, que se torna difícil perceber quais as intencioanais e quais as ingénuas. Para quando um apito dourado para a CML? Esperamos ver o Director deste, Sr. Francisco Morais Barros, a comentá-lo que nem o João Querido Manha na TVI aos Domingos à noite!

Demokrazia!

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