"

My Photo
Name:
Location: Portugal

03 December, 2007

A Restauração Hoje!

>


Houve, segundo nos apercebemos, muitas pessoas da nossa geração que não sabiam que Sábado, dia 1 de Dezembro, era o dia em que dissemos "Juanito, põe-te na alheta." De facto, hoje, por alturas de globalização, seria a ocasião mais relevante para se dar importância a esta data. Foi assim, meus amigos, chuac, que el-Rei D.João IV, chuac, restaurou a soberania portuguesa, chuac. O "chuac" era aquele descolar de lábios que o José Hermano Saraiva faz no intervalo entre cada frase, mas escrito é difícil. Olvidate de esto.

Voltando ao Primeiro de Dezembro. Dizíamos então nós que, no século XXI, consideramos ainda mais fundamental celebrarmos esta independência, por uma razão simples: pela primeira vez na história, estamos a cair sob o domínio espanhol pela via legal. Se no passado tivemos de abdicar de muito poderio económico, pagando aos ingleses para protegerem a nossa independência - a começar em 1386, com o Tratado de Windsor, passando por aquele grande negócio que foi o Tratado de Methuen de 1703, o mais curto de sempre, em que deixávamos têxteis ingleses entrarem à vontade, e nós podíamos mandar o vinho, na altura já controlado por muitos mercadores ingleses, para lá. Fomos, a partir de então, escravos diplomáticos de Inglaterra, mas mantivémo-nos independentes sempre, e nunca mais os espanhóis quiseram de nós mais que Olivença.

Hoje, os espanhóis não nos invadem, a não ser em hospitais, mas vão-nos comprando a pouco. Um exemplo prático disso, é a compra massiva, por parte de proprietários espanhoís, do imobiliário situado na Avenida da Liberdade e na Praça dos Restauradores, em Lisboa; assim chamadas para homenagear o dia que marcou o fim de 60 anos de domínio espanhol, em 1640. E por cima disto tudo, ainda vem um atrasado mental dum comunista de fachada, esse proletário que vive numa mansão de luxo em Lanzarote chamado José Saramago; dizer que devíamos ser a Ibéria. A ti também te deviam mandar da janela abaixo, como o Miguel de Vasconcelos, isto aqui não se brinca Juanito Saramagueño, como aliás ilustra a figura nº1!

Por parte deste blogue, sabemos que, apesar da maioria das pessoas neste Portugal de hoje, plenamente capitalizado, longe dos valores de outros tempos; não sentir que é "rentável" não sermos Espanha, de facto é fundamental. Uma vez um amigo até nos disse "fogo, tenho 26 anos e pago 80 contos por mês de impostos e Segurança Social só para viver aqui, com estes serviços de merda; mais valia sermos Espanha; acho que nos devíamos juntar a Espanha." Pode ter alguma razão, mas impressionante é que a nossa indignação não fez para ele qualquer sentido, e não valeu a pena explicar os muitos sacrifícios fizeram os nossos antepassados para que permanecêssemos Portugal. A soberania nacional não paga contas, é verdade, mas é um valor essencial da nossa identidade, da cultura que vivemos, da sociedade, dos nossos amigos, dos nossos avós, dos nossos hábitos, das nossas músicas, dos Natais, do Verão, das sardinhas e de tudo o resto que nos faz sermos Portugueses. Isso tudo tem um preço, e sempre o teve ao longo da história. Se fôssemos Espanha, teríamos mais dinheiro? Ou seríamos uma "quinta" onde eles viriam buscar aquilo que lhes apetecia?

Felizmente, só temos os espanhóis e Neptuno a ameaçar-nos. Quando o segundo nos invadir, pouco poderemos fazer, e acreditem, ele vem aí. Quanto a Espanha, ainda nos podemos aguentar, se quem controla a economia não lhes vender tudo. E isto não é dizer que Portugal é o máiore, e os Portugueses os máiores, e que os imigrantes não devem viver aqui, e que ainda devíamos ter colónias: isso deixamos para esses Mários Machados e afins.

Abram a pestana e sejam tugas. Não somos nacionalistas, mas enquanto a Europa não for uma federação, não queremos ser outra coisa que não portugueses, e muito menos queremos as nossas filhas vestidas de Sevilhanas ou os putos com camisolas do Real Madrid. E para aqueles que se afirmam orgulhosos de ser portugueses, achamos que daria mais força aos nossos políticos e empresários se fosse sentido esse orgulho, nem que fosse pelo simples facto de saberem que o Primeiro de Dezembro é o Dia da Restauração.

PS: Mais uma vez, os Ena Pá 2000 sabiam-no, e celebraram a efeméride com um concerto no Cabaret Maxime, intitulado Restauração Rock Fest. Quem lá esteve sabe bem que a brincar, a brincar, se vão dizendo as verdades.VER VÍDEO YOU TUBE DE "DONA" E CONSEQUENTE PIADA DE MANUEL JOÃO VIEIRA "A MALTA ERA TIPO ESPANHA"

0 Comments:

Post a Comment

<< Home