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30 December, 2007


2007 não se repete. Foi um ano bom e mau em muitas coisas, umas correram bem outras pior. Quando pensamos em 2007, pensamos mesmo "foi aquele ano". E foi mesmo, aquele ano em que houve coisas que correram de uma forma bastante melhor que no ano anterior; tentanto não pensar em outras coisas que correram menos bem que em 2006. Mas 2007 foi um grande ano; grande em algumas alturas, pequeno noutras, mas foi 2007.

No ano de 2008, esperamos que haja coisas que corram melhor e outras que não deixem de correr bem. Por isso, este blogue deseja a todos os seus leitores imaginários e outros perdidos na net que vêm por acaso aqui parar, boas entradas em 2008!

22 December, 2007

Shubh Naya Baras com Kareena Kapoor!


Eis que vos deixamos no fim deste texto uma bela prenda natalícia. Não vem da Barcilónia, nem da Califórnia, nem sequer da Polónia, mas sim do país de todas as frôs. Kareena Kapoor é a super-estrela da pop indiana e uma das caras mais conhecidas da galáxia bollywoodesca.

Esta mulher, bem como todos os cantores com quem faz duetos, tem uma capacidade dramática tal, que constrói esquemas faciais de lábios e bochecha com as suas expressões, inatingíveis em realismo para uma qualquer actriz ocidental. As super-coreografias de Kareena Kapoor provêm de iluminações divinas sequenciais, que a fazem passar do seu estado "diva estática esvoaçante" para passos relâmpago capazes de desfazer quem dela se puser à frente. Como é que ás vezes eles conseguem dançar assim em pares sem darem uma cabeçada um no outro. É desde pequenina a dançar...

A temática destas músicas é, recorrentemente, o contexto do amor incocente de um casal em hora de noivado ou pós-casório na cultura hindu. O aparecimento do pai da noiva na parte final da música é também popular. O noivado no hinduísmo significa que tudo é possível e encorajado no reino do amor, menos a beijoca e consequente pumba pumba. Kareena Kapoor e seus pares esticam a corda ao máximo no que aos roça-roças diz respeito, mas sem malícia, eze eze. O que faz as delícias dos nossos irmãos indianos, que expressam o seu fascínio por Kareena Kapoor nos títulos dos vídeos que encontrámos dela, tanto no You Tube, como no Stage 6: "Kareena in Bathtub!Yes!", "Kareena Kapoor Hot and Sexy", "Kareena Kapoor hot smoosh on beach", "Beautiful Kareena Kapoor dancing", etc. Uma estrela à escala mundial, disso não há dúvidas.

A qualidade cinematográfica do vídeoclip é indiscutível, o que é por norma o que aontece em todos os desta artista. Por vezes não nos damos conta do outro mundo que existe no Oriente, onde vivem ainda mais pessoas que aqui, e onde a popularidade da Floribella não chegava sequer para ser conhecida fora de um bairro. Lá não há Natal, mas existem estas pérolas de um "star-system" paralelo, uma adaptação das premissas da fama ocidental, de uma forma autêntica, inocente e ainda assim, para nós, folclórica. Suspeitamos é que isto lá é muito a sério, e do mais "in" que existe - um novo mercado para a Luciana Abreu, quem sabe.

Shubh Naya Baras Bom Natal!

17 December, 2007

Um comentário desportivo...


Já há muito que este blogue não se expressava futebolísticamente. Mas ao pensarmos no que foi a época passada e como vai acabar o campeonato de Inverno deste ano, uma coisa é certa: o Porto continua a ganhar aplicando métodos e utilizando pessoas - sim que o pessoal da bola também é gente - que o Benfica ou desprezou ou não soube fazê-las.

O primeiro exemplo é o Jesualdo Ferreira. O Jesualdo Ferreira! O melhor amigo do Shéu Han e do Eusébio no banco benfiquista dos anos 90, e que a melhor memória que deixou como trinador principal foi aquele 7-0 ao Paços de Ferreira em casa. Ninguém acreditava nele, e passados 3 anos aí está: campeão com o FêCiêPê! E já não vale dizer que o Benfica não ganha porque tem muita rotatividade de treinadores, porque o próprio Porto também teve vários desde Mourinho, e nenhum saiu pela porta grande.

O segundo, as contratações. Depois de ter sido uma espécie de cisterna de tudo o que era porcaria futeboleira no fim dos anos 90 - diz-se, o "depósito do Veiga" - o Benfica vai buscar esse grande génio do futebol: precisamente José Veiga. Ainda que agora ele tenha escrito um livro que explica como fazer o Benfica campeongue, o que é facto é que o Benfica foi campeão a última vez com um plantel mais que espremido -e que contava com Fyssas, Everson e Bruno Aguiar nas suas fileiras. Agora, enquanto o Porto trouxe Lucho, Lisandro ou Fucile, o Benfica trouxe uma mão cheia de Cardozos, Di Marías, Maxi Pereiras, Bergessios - que, apesar das bonitas reviengas, não têm provas dadas na Europa - para serem a espinha dorsal da equipa: assim não se pode assumir como candidato a campeão!

Uma coisa é certa, já vamos a 10 e a primeira volta não acabou!

Não é não ter esperança no Benfica, é a irritação de saber que o glorioso é que deiva estar lá em cima, e não os outros clubes de bairro a que se convencionou chamar "grandes" (ehehhe, stingy). Colega lagarto, não sei se percebeste, mas numa reflexão sobre campeões, tu não entras na conversa (eheheh, evil).

Colega aficionado ou colega rival, antes de comentares lembra-te: isto foi mal escrito e podes estar à vontade para dizer "tu não percebes nada de bola". Este foi apenas um desabafo de benfiquistas tristes, rápido, e com a promessa de que tão cedo não escreveremos sobre futebol, porque, como é possível verificar-se, não temos jeito nenhum.

12 December, 2007

'Tis a season to be jolly lalalalala lala la la


Este blogue não tem papas na língua, mas também não tem guita no bolso. E para que servem as papas na língua por altura de Natal? Para quê? Exactamente, nada.

Nem as papas na língua, nem qualquer outra coisa que por ela passe; a não ser que se usem notas e cartões bancários lambidos, tem qualquer utilidade nesta quadra. O quê? Ias cantar Carrols para a rua não? Deve ser. Hoje já se sabe bem como se celebra o nascimento do grande Messias, aquele que sim, pronto; e não vais lá com cantorias.

O que é engraçado é que o homem falava da bondade, da humildade, da pobreza, dos desgraçadinhos; e hoje o que se assiste é a um festim social de tudo o que é exactamente oposto a tudo isso. É quando as pessoas se acotovelam em longas filas a fervilhar de irritação, quando estoiram o dinheiro que têm e não têm para que ninguém possa dizer "ai que pelintra"; quando toda a gente se está completamente a cagar que os postais de Natal comprados no posto dos correios ajudem a Unicef - já para não falar nas campanhas de sem-abrigos e isso, mas Madre Teresa há só uma e uns clones. Egoísmo, ostentação, ganância e inveja é a maneira como quase toda a sociedade, menos a família do Cardeal Ratzinger, celebra o Natal. Essa é a verdadeira missa, e o verdadeiro templo é onde se fazem as compras.

Está, contudo, longe de ser original este pensamento ou desabafo, mas o que queríamos mesmo, tesos que nem um carapau como estamos, era oferecer quilos de bondade, lições de humildade, consciencializações quanto à pobreza e homenagear os desgraçadinhos.

O problema é que ninguém escreveu isso na carta ao Pai Natal...

03 December, 2007

Estaria inspirado pelo quê?

Pela primeira vez achámos que devíamos pôr um vídeo no blogue e tornar esta porcaria numa coisa como deve ser, moderna, avançada, tecnológica.

Mas nunca teríamos pensado nisto se não suspeitássemos que o nosso Sr. Primeiro-Ministro estaria drogado - seria só de felicidade -, na Cimeira Informal de Lisboa da União Europeia a 18 de Outubro.

Obeserve-se que, depois de dar o nhecos a Luís Amado, Joséca abraça com força e cumprimenta com violentas palmadas nas costas e braços dos seus pares europeus, sem falar da valente beijoca na chanceler alemã Angela Merkel. Depois de ignorar Durão Barroso, veja-se como de Socas chama Gordon Brown para lhe dizer "puto, é o teu primeiro Concelho, vais ver que é na boa." É verdade que foi uma grande vitória, mas aquele sorriso, hum...

A Restauração Hoje!

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Houve, segundo nos apercebemos, muitas pessoas da nossa geração que não sabiam que Sábado, dia 1 de Dezembro, era o dia em que dissemos "Juanito, põe-te na alheta." De facto, hoje, por alturas de globalização, seria a ocasião mais relevante para se dar importância a esta data. Foi assim, meus amigos, chuac, que el-Rei D.João IV, chuac, restaurou a soberania portuguesa, chuac. O "chuac" era aquele descolar de lábios que o José Hermano Saraiva faz no intervalo entre cada frase, mas escrito é difícil. Olvidate de esto.

Voltando ao Primeiro de Dezembro. Dizíamos então nós que, no século XXI, consideramos ainda mais fundamental celebrarmos esta independência, por uma razão simples: pela primeira vez na história, estamos a cair sob o domínio espanhol pela via legal. Se no passado tivemos de abdicar de muito poderio económico, pagando aos ingleses para protegerem a nossa independência - a começar em 1386, com o Tratado de Windsor, passando por aquele grande negócio que foi o Tratado de Methuen de 1703, o mais curto de sempre, em que deixávamos têxteis ingleses entrarem à vontade, e nós podíamos mandar o vinho, na altura já controlado por muitos mercadores ingleses, para lá. Fomos, a partir de então, escravos diplomáticos de Inglaterra, mas mantivémo-nos independentes sempre, e nunca mais os espanhóis quiseram de nós mais que Olivença.

Hoje, os espanhóis não nos invadem, a não ser em hospitais, mas vão-nos comprando a pouco. Um exemplo prático disso, é a compra massiva, por parte de proprietários espanhoís, do imobiliário situado na Avenida da Liberdade e na Praça dos Restauradores, em Lisboa; assim chamadas para homenagear o dia que marcou o fim de 60 anos de domínio espanhol, em 1640. E por cima disto tudo, ainda vem um atrasado mental dum comunista de fachada, esse proletário que vive numa mansão de luxo em Lanzarote chamado José Saramago; dizer que devíamos ser a Ibéria. A ti também te deviam mandar da janela abaixo, como o Miguel de Vasconcelos, isto aqui não se brinca Juanito Saramagueño, como aliás ilustra a figura nº1!

Por parte deste blogue, sabemos que, apesar da maioria das pessoas neste Portugal de hoje, plenamente capitalizado, longe dos valores de outros tempos; não sentir que é "rentável" não sermos Espanha, de facto é fundamental. Uma vez um amigo até nos disse "fogo, tenho 26 anos e pago 80 contos por mês de impostos e Segurança Social só para viver aqui, com estes serviços de merda; mais valia sermos Espanha; acho que nos devíamos juntar a Espanha." Pode ter alguma razão, mas impressionante é que a nossa indignação não fez para ele qualquer sentido, e não valeu a pena explicar os muitos sacrifícios fizeram os nossos antepassados para que permanecêssemos Portugal. A soberania nacional não paga contas, é verdade, mas é um valor essencial da nossa identidade, da cultura que vivemos, da sociedade, dos nossos amigos, dos nossos avós, dos nossos hábitos, das nossas músicas, dos Natais, do Verão, das sardinhas e de tudo o resto que nos faz sermos Portugueses. Isso tudo tem um preço, e sempre o teve ao longo da história. Se fôssemos Espanha, teríamos mais dinheiro? Ou seríamos uma "quinta" onde eles viriam buscar aquilo que lhes apetecia?

Felizmente, só temos os espanhóis e Neptuno a ameaçar-nos. Quando o segundo nos invadir, pouco poderemos fazer, e acreditem, ele vem aí. Quanto a Espanha, ainda nos podemos aguentar, se quem controla a economia não lhes vender tudo. E isto não é dizer que Portugal é o máiore, e os Portugueses os máiores, e que os imigrantes não devem viver aqui, e que ainda devíamos ter colónias: isso deixamos para esses Mários Machados e afins.

Abram a pestana e sejam tugas. Não somos nacionalistas, mas enquanto a Europa não for uma federação, não queremos ser outra coisa que não portugueses, e muito menos queremos as nossas filhas vestidas de Sevilhanas ou os putos com camisolas do Real Madrid. E para aqueles que se afirmam orgulhosos de ser portugueses, achamos que daria mais força aos nossos políticos e empresários se fosse sentido esse orgulho, nem que fosse pelo simples facto de saberem que o Primeiro de Dezembro é o Dia da Restauração.

PS: Mais uma vez, os Ena Pá 2000 sabiam-no, e celebraram a efeméride com um concerto no Cabaret Maxime, intitulado Restauração Rock Fest. Quem lá esteve sabe bem que a brincar, a brincar, se vão dizendo as verdades.VER VÍDEO YOU TUBE DE "DONA" E CONSEQUENTE PIADA DE MANUEL JOÃO VIEIRA "A MALTA ERA TIPO ESPANHA"