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01 October, 2007

We be back


Estávamos a escrever uma entrada engraçada sobre o nosso regresso, quando a janela se fechou, e mais uma "fatal exception" ocorreu sobre o Internet Explorer. Se não tiver muita piada, é porque foi já uma tentativa de "redizer" o que estava a ser escrito - "redizer", hã!

Estávamos então a falar sobre Setembro, mês de arranque do futebol internacional e da Taça da Liga, uma nova competição transparente; foi mês de eleições no PSD, mês de se chegar a conclusões, nem no caso Madeleine, nem no Casa Pia, mas sim no caso Esmeralda, que acabou por ser devolvida ao pai biológico, um pedreiro com problemas de consciência que não conhece o Carlos Cruz. Foi mês também de alimentação confinada à seiva de palma, uma versão pessoal do Ramadão, e no qual, contra tudo e contra todos - porque parece que toda a gente adora falar e fazer piadas, se alguém próximo faz uma dieta; foi engraçado, pareceu o mesmo que pintar o cabelo de azul -,se provou que é possível sobreviver 10 dias sem comer nada.

De louvar é a recente recusa, muito bem educada, por sinal, de Pedro Santana Lopes, em prosseguir uma entrevista num telejornal, que é um espaço informativo de interesse público e, portanto, sujeito a directos. É verdade que o futebol não devia ter a mesma importância da política, mas também é verdade que quase nem as eleições presidenciais ultrapassam a audiência das eleições do Benfica de 2003, quanto mais as eleições dessa federação de associações regionais chamada PSD. Além de ser já raro o suficiente quererem fazer uma entrevista de 30 minutos a Santana Lopes. Tudo isto é estranho, a começar pela agenda mediática portuguesa, mas isso é uma conversa que dá pano para tangas.

Uma reentré no ano activo para todos: para os estudantes - não tanto para alguns milhares de professores -, para os políticos, para os magistrados e juristas, para os trabalhadores em geral, e para Portugal! País nosso que, apesar de ter virado a cabeça para o lado e ter assobiado o facto do ano de 2007 ser o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos - em que se corrigiu zero, em relação á vergonha das cunhas e descriminações curriculares e etárias que existem como requisitos para candidaturas a emprego, até de empresas públicas, como a TAP e RTP -; se está a agarrar com unhas e dentes à Presidência da União Europeia. É ver Sócrates na União Europeia e na Assembleia Geral da ONU, que bonito, e Luís Amado no Médio Oriente, a fazer de Javier Solana. Somos os maiores, mas é só para o flash das máquinas fotográficas. Diplomaticamente, temos um fosso diplomático com uma área estratégica que deveriam ser as ex-colónias, o nosso primeiro-ministro é um pequeno ditadorzinho - apesar de comprar computadores para quem não tem quase dinheiro para comer -, o emprego é precário e encorajado a continuar assim. Mas a nação valente e imortal quer, e é seu desígnio ser o arauto de um tratado europeu, que atribui competências supranacionais à União Europeia. Que mascote a dela!

E assim vamos nós, uma chapa na ranhura, uma viagem de loucura, numa reentré estonteante de emoções no país do fado e do futebol, no mundo da América e da China. Nós prometemos todos cá estar para curtir e desbundar, que remédio...

PS: Sim, remédio é ir embora, senhores "se-não-gostas,-vai-lá-para-fora,-pá" e já esteve mais longe, só que às vezes, prontos pá, deixar os amigos pá, o bom tempo pá, prontos, é naquela né.

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

É naquela, não, olha pra frente, não faças de avestruz. O tempo passa e quando deres por ele... eeeh lá!!!já? Ah pois. Dá o salto, não fiques a lê-la, se achas que hoje é mau, imagina amanhã.
BysSister

2:07 AM  

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