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16 August, 2007

Era para ser sobre "O Verão" em geral, mas pronto


In the house again. Já fizemos pausas maiores, mas desta vez foi mesmo por causa do Verão. O Verão quente de 2007. É verdade que, para a imprensa, todos os Verões são "quentes" desde 1976, e há sempre uma razão. Nos últimos anos, o "calor" teve razões de natureza variada, que foram desde o futebol aos incêndios, Casas Pias e Maddie MacCanns, entre outras. O nosso, felizmente, foi "quente" no lazer; e porquê, pergunta o espectro leitor.

Ora pois bem, foi por obra e graça de Siddartha Gautama que pudemos estar presentes, nem que em apenas um dos dias (através do "aía pede lá" e do "por acaso não tens") em praticamente todos os festivais que para aí houve desde Maio. A começar pelos Campos de Creme e pelo Ao Vivo, onde vimos dois bons concertos: Dub Incorporation e Beastie Boys, respectivamente. Pudemos também passar pelo Delta Tejo e pelo festival Avis a Rasgar, onde o reggaezinho do nosso coração foi representado exactamente pelos mesmos artistas que primeiro nos introduziram ao estilo "novo" da música jamaicana, longínquo vai o ano de 1999: Sizzla Kalonji e Tony Rebel. Pelo meio, nestes eventos, ainda deu para ver coisas mais fraquinhas, como foram todos os concertos do Cream Fields; Da Weasel - pela 100a vez - e um muito pobre Matisyahu no Alive; mas também uns surpreendentes Macaco e Orishas no Delta Tejo.

Chegando ao final do mês de Julho, houve Sines, ah pois houve, houve. Aquele que é provavelmente o festival com melhor espírito em Portugal, teve este ano a sua edição mais megalómana, e com mais afluência. A música é sempre boa, e não há que pensar que "world music" é sempre a Mariza ou gajos de turbante, não. Como nos outros anos, vimos coisas muito muito boas, tanto no mítico cenário do Castelo, como no palco secundário que desde há dois anos, talvez, está montado na marginal, junto à praia. Muito freak, muito tudo. Aquele festival é outra onda. Fomos aos dois últimos dias, mas destacamos os artistas do último. A começar por K'Naan, um rapper somálio muito original, Señor Coconut, cuja cumbia, salsa, merengue e outras latinadas resultaram em expectativas ultrapassadas; e o melhor concerto do ano: Gogol Bordello. Deste último, bem, nem digo nada, vaiam-se informarem-se.

E virados para norte, a bússula aponta para a esquerda, mas um bocadinho abaixo, e vamos para onde? Pois é, Sudoeste (introdução do estilo daquele programa "tacho" dos destinos portugueses que agora dá à noite na dois, apresentado por um dos Morangos com Açucar e outra qualquer). Não nos vmaos alongar muito, mas é só para dizer que, se o ano passado o Sudoeste se vendeu, este ano, meus amigos. Foi dos piores festivais de que há memória, e, especialmente, porque o único concerto que queríamos ver - Saïan Supa Crew - foi cancelado. Mas este ano, a organização foi muito má, com horários rígidos e trocados para os concertos, e afluência exagerada. O tempo não ajudou, mas Sudoeste é Sudoeste. É a mamadice do costume, com o pessoal do costume. Mas cansa, e este cansou bastante. De destacar, um curto concerto de Cypress Hill, a consagração dos Buraka Som Sistema, um Manu Chao muito bom, assim como Damian Marley. Groove Armada armaram boa festa, assim como Babylon Circus, uma mistura de música étnica e ska a abrir, vinda de França, que partiu a loja. No reggae destaca-se Yellow Man, Martin Jondo, Daddy Mory, e Pow Pow Movement, que é sempre bom. E pronto, nem vamos fazer referência aos artistas "encher chouriço", que ninguém conhece, que este ano a Música no Coração resolveu colocar no cartaz, tipo Pink Floyd não sei de onde. Ah, e deve ter havido outras coisas boas, como Bonde do Rolé e Soulbizness, mas não pudemos ver.

E bem, íamos agora começar por falar deste contexto político-social e mediátio veraneante em que vivemos, mas visto que gastámos 4 ou 5 parágrafos a falar das nossas aventuras como "playboy" dos festivais, fica para amanhã.

Wowey-Yoy! Wowye Yoy Yoy Yo!

PS: Aí fica uma foto, não autorizada, esperemos que não haja problema, do melhor concerto do ano. Também estávamos nessa moshada à antiga. Counter-revolution has begun!

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