"

My Photo
Name:
Location: Portugal

31 July, 2007

1 Ano de porcarias


Olá Olá! O Blogaria Pegada faz amanhã um aninho, mas estando nós, por essa altura, em planícies alentejanas - ainda que invadidas, já, por restos plásticos de copos de cerveja e flyers promocionais -, não nos vamos poder vangloriar com dignidade pelo nosso primeiro aniversário. Tudo isto acontece por falta de acesso a um computador ligado à Internet. Mas agora, bem, temos 7 minutos e estamos num cyber café algures num ghetto no meio dessa bonita terra deste nosso Portugal que é Quarteira.

Sim, isso mesmo, uma terra bonita para escrever a nossa entrada comemorativa do primeiro ano de bloguismo. De tão bonito que é este blogue, com suas belas fotomontagens e críticas duras e tão originais, só podia ser aqui, ou no Dafundo. Este ano serviu-nos para perceber um bocado o que é o limite, de um lado e de outro, da postura mais correcta de um bloguista, adaptada à nossa personalidade na vida real. Saiu uma maistura esquisita, mas enfim.

Muito obrigado a todos os que até agora se pegaram, nós vamos tentar continuar com estas coisas que para aqui fazemos, o mais impulsiva e irracionalmente possível. Nunca se sabe o que nos passará pela cabeça para o ano. Coisa boa já deu para ver que não será de certeza. Até já! Obrigado!

17 July, 2007

Fico louco, tão louco, em noites de romaria


Sabemos, por leve experiência no espectro da música portuguesa, que aquilo que se projecta nas rádios e nas televisões nem sempre corresponde à adesão do público. Algúem ouviu falar de uns Zen, Ornatos Violeta, Primitive Reason ou Yellow W Van na televisão e na rádio. Têm álbuns, têm fãs, e já acabaram, porque não foram levados ao colo. Sim, João Gil e Luís Represas, preferimos ouvir música estrangeira a esta porcaria Pop/Rock pseudo-guitarrada que nos impõem constantemente. E maioria também gostaria de certeza, se metade da população portuguesa não fosse abrangida por um índice de iliteracia brutal, que a faz ser um patinho à espera do tiro do marketing manipulador. Na música isso é sintomático.

O que manda mesmo é o instinto dos promotores e Valentins que acabam por quase impôr ao público aquela música portuguesa tão boa, condenando esses artistas a uma vida de tocar em bailes de verão e gimnodesportivos locais. Uma dessas imposições, na nossa opinião é João Pedro Pais.

Porquê é que este gajo é conhecido? Digam-nos! Porquê? Canta bem? Toca bem? Tem boas letras? As músicas transmitem energia? O quê? Sinceramente, a nós, parece-nos algo estranho como é que projectaram este gajo para a ribalta, que ao contrário dos Ena Pá 2000, não assume que escreve palavras só para rimar. "Quando te toco pela última vez, o trem arranca depois das três" ("Nada de Nada"), "Há quem queira por-me em cima de um altar, há quem diga que sou a sorte e o azar" ("Louco por Ti") ou "Quando estás só sem ter ninguém, vai mais além" ("Deixa o Coração Falar"); são apenas três exemplos da mestria lírica deste cantor português. Em três palavras, és muito mau.

Porquê? Mas porquê? Só na escola aqui atrás de nós dá para encontrar cinco ou seis putos que tocam guitarra, dois ou três eram perfeitos "Jões Pedros Paizes", na boa. E quantas escolas e putos tocadores não há?! O homem não toca nada, a estrutura das músicas verso-refrão-verso-solo-refrãox1000 - hello! século XXI? - é chata pa chuchu, entala a escarreta para fazer voz de Bryan Adams, as letras são do mais cliché que há. Os temas, são sobre O Amore, até aí tudo bem, mas será que isso se esgota no "tu estás aí, eu estou aqui, eu gosto de ti, mas tu és rebelde, não te importas comigo, mas estás sozinha, chama um amigo, que ele já vai"?; além de que depois repete a ideia no refrão até acabar a fita. Quem se lembrar de alguma canção dele, raramente se lembra do verso, dado que o refrão é repetido à exaustão, ao ponto de apagar qualquer impressão mental do resto da música. É envelhecer no mesmo sítio a ouvir "Fico louco, tão louco, louco por ti, fico louco, tão louco, fora de mim" ou "Não dizes nada, se não estou, ficas calada, se me vou, tu não sabes, nada de nada"; até à morte.

E se o João Pedro Pais é mau, vai piorar outra artista que sempre esteve algo na corda bamba. Mestre da canção ligeira, e isso até musicalmente o podemos reconhecer, Mafalda Veiga é dona de uma voz inconfundível, que por vezes atinge os píncaros da Serra da Estrela, ao mesmo tempo que toca para as planícies do Alentejo. A música não é assim tão má, mas a marca pessoal é. Ai as flores, e as montanhas, e as aves, e as flores, e as montanhas, e as aves, e as flores... e a vida é bonita, e guarda o meu amor e chalálálálá. Mais genuína e criativa que o Pais, isso sem dúvida. Tem é uma música chamada "Restolho".

Mafalda, porquê também tu? Também gostas do João Pedro Pais? Porquê? Os dois lançaram um álbum gravado ao vivo, chamado "Lado a Lado". Está à venda, e vai ser promovido pela dupla durante o Verão. Não sabemos qual é o resultado disto, mas ouvir João Pedro Pais a cantar Mafalda Veiga deve ser de chorar a rir. Para além disso, são os dois bonitos pa chuchu.

Esta entrada foi escrita com a noção de que um estilo de música não pode ser mau apenas porque não gostamos dele. A música ligeira portuguesa não é a nossa preferência, mas o que é bom é sempre bom...em noites de romaria.

10 July, 2007

More than meets the eye.


Ontem fomos ver os Transformers. Parecendo que não, não foi pela americanada de produção que aquilo é que deixámos de nos emocionar com tanta nostalgia impressa na capacidade que filme tem de tansportar o Optimus Prime para a nossa realidade. Pena que a realidade seja diferente hoje, do que a vida tenra dos 7 anos de idade. Faltava cá um daqueles para abanar este país. Que aconteceria, contudo, se o governo conseguisse deitar a mão a uma máquina destas, tal como o fez com a RTP e com a maioria absoluta?

Viemos da América, compreenda-se, é sempre a arrebentar tudo é que era pá!

PS: A América estupidificou um bocadinho este blogue, sabemos. Ainda temos de absorver um bocadinho de xico-espertismo. Até já.

04 July, 2007

4th of Jul aiiiii!!!!

Ora bem, aqui se marca o dia de 1776 em que o Congresso de Filadelfia aprovou a versao final da Declaracao da Independencia, abrindo caminho a criacao desta grande especie de nacao e a chacina do indio americano. Tirando issto, ate hoje se faz uma festa rija, com BB-Qs e fogos de artifico em todo o lado. Tirando isso, o grande Alexandre Figuinha marca tambem hoje o seu aniversario, e nos, nao nos tendo esquecido dessa efemeride, vamos a Nova Iorque celebrar essa grande data.

Happy AND SAFE (que e o paleio que eles dao) Fourth of July!

03 July, 2007

Las dez things yong xau about NY i America.


OK, ja fui criticado por so dizer mal desta terra, mas o que e facto e que me estou a divertir e a conhecer bastante de uma cultura, que sao culturas, diferente.

Uma lista de 10 coisas muito boas na America, pelo menos em Nova Iorque, nao por ordem de importancia ou preferencia; antes um paradigma autoctone:

1) Belas Artes - a maior concentracao do mundo, e muitas coisas que sao as maiores e as mais caras do mundo, sempre o maior do mundo;
2) Paisagem urbanistica - sim o Sheraton do Saldanha nao se compara:
3) Musica - sem comentarios, ate os DJ's da musica mais farsola fazem flexoes em cima dos pratos sem que a musica pare;
4) Mistura de culturas: as vezes da problemas, mas na expressao socio-artistica as vantagens sao obvias:
5) Infraestruturas: queres ir ali? as 3 e meia da manha? Entao vai.
6) Emprego: Ganha-se muito, se se respeitar o trabalho. No pais menos comunista do mundo, os trabalhadores mandam, se cumprem, mandam.
7) Fast-food: E impossivel dizer-se que nao vai um bem gostoso de vez em quando, e aqui ha muito melhor que os habituais; estamos mesmo a ver se saimos destas 3 semanas sem tocar num McDonald's, Burger King, Pizza Hut e KFC; e acho que vamos conseguir.
8) Noite e restauracao: Cara, mas ve-se coisas incriveis, designs espectaculares, grandes espacoes, cozinhas boas de todo o mundo! Contudo, so daqui a uns anos e que podemos aproveitar a serio, porque a maior parte esta way out of our league;
9) Compras: Depois disto, nao ha outro sitio.
10)Jardins e espacos verdes: Tudo, correr, jogar, brincar, tocar, bronzear, passear, olhar, observar, comer, beber, estar. Soo Central Park, uiche tabem, ta.

E e isto, New York, US and A.
Blogaria Pegada na terra do Americo, mais uma vez sem acentos, nem ces cedilhados.

01 July, 2007

How ya doin' dawg?


Como bons portugueses, ha-que realcar sempre o que esta mal e nunca o que esta bem, sempre ver as coisas pelo lado engativo. Deve ser uma maneira de depois sobrevalorizar aquilo quee realmente positivo. E uma questao existencial a ser abordada por seres mais pensantes do que nos.

Mais uma vez sem acentos nem ce cedilhado, analisamos entao o que achamos mal nesta passagem americana, como bons portugueses. Como em todos os sitios, ha coisas mas e coisas boas, e verdade, mas quem disse a esta juventude que usar lencos na cabeca, andar a macaco, ter o rabo de fora e chamar aos amigos "cao" e que era bom?

Ao conhecer, pela noite, a caminho de New Jersey, dois negros da nossa idade, ficamos a conhecer melhor o que e nao estrar no topo da sociedade nova-iorquina. Estes dois boyz eram do Bronx e Brooklyn, mas tivemos a oportunidade de partilhar o metro com um deles, de nome Butter (provavelmente assina Butta).

Nesta viagem, Butta teve a oportunidade de discursar para os passageiros da carruagem, que a vida "iss allabout luv and raspekt, and luv and support". Alem de nos ter cravado dois dolares para comprar uma cerveja que era trasnportada por um brotha do sul, que conheceu ao nosso lado.

Na sua visao da vida, ha a realcar duas ideias: "You fuckin' think i'm a let sum bitch cum up to me and fuckin' trick my ass? No damn muthafuckin' way, son. I'm a smack dem bitch up, we cool, as long as she don't disrespect me." Uma ideia sobre a relacao a vida com o sexo oposto, faz lembrar MTV?

A outra ideia era expressa mais ou menos assim: "You like in Europe, you be big dawgs from the place you come from aiight? Like me and ma man right here, we be big dawgs here, and one day you boyz from over there and we from over here gonna rule this world. You gotta be a big dawg, 'now what I'm sayin'? 'Cuz no one else is gonna give you shit, unless you stand up for yourself."

Bem, nunca foi o nosso sonho ser um grande cao. Mas esta e a maneira de expressar a competitividade da sociedade americana, toda a gente tem de ser a maior. Mesmo que nao se seja o maior, tem de se parecer ser o maior, e mesmo que nao se pareca que e o maior, ao menos tem que se dizer ser um big dawg. E assim, nas financas, na sociedade, na vida. Se calhar ate nos faltava um bocado desta estaleca em Portugal, desde que nao se ponham a chamar "cao" uns aos outros.