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28 February, 2007

No cinema há coisas que não dá, não dá pronto, não dá mesmo, pronto.




Porque é que o Bruce Willis dá consultas psiquiátricas a uma criança, e não tem curiosidade de falar com a mãe, no 6º Sentido? Porque é que na Missão Impossível aquela sala na sede da CIA que Tom Cruise assalta, que nem uma pinga de suor podia deixar cair no chão, não havia um sensor de movimento, equipamento indispensável a qualquer Lidl em fase de encerramento nocturno? Como é que este mesmo amigo Tomão, no Minority Report (ou "Relatório Minoritário", mas ficava mal), entra pela porta das traseiras do sítio "mais bem guardado do mundo", para ir ter uma conversa com aquelas raparigas cyborgs videntes?




Estas são só algumas das questões cinematográficas que parecem ter a sua resposta no mundo inteligível. E foi um filme, que à partida já parecia muito bom, À Noite no Museu, com Ben Stiller, o gatilho para um relembrar destas questões do inimaginável. Então não é que os todas as peças do museu, animais embalsamados, estruturas ósseas, estátuas, figuras de cera, etc; se tornavam vivas durante a noite, que era uma confusão que ninguém podia? Então não é que sujam tudo e partem tudo as criaturas pela noite animadas, e tudo aparece arrumado de manhã?




Não são questões de posicionamento mais ou menos fictício, não são questões técnicas de realização, não é a história que é má, pronto! O que é, não se sabe, mas que é foleiro, é foleiro. São as dúvidas existenciais do cinema. Pessoal da claquette.




São coisas ridículas que acontecem por descuido, porque os filmes estão mal pensados, mas também, quem é que se importa, qualquer um deles facturou mais que a indústria cinematográfica portuguesa em toda a sua história somada!




Tom aprende com o Evaristo, mas não fiques pobre como ele.

20 February, 2007

O Nosso Pensamento do Dia 4 (que titulo original!)

"Será que os menus "Help"/"Ajuda" dos programas de computador foram mesmo feitos para serem fáceis?"

14 February, 2007

O Pior Português de Sempre


Para nós, o prémio da SICNotícias para o "Pior Português de Sempre", deveria ter ido para Miguel Horta e Costa, o ex-presidente da PT. Tão somente, e simplesmente, por uma única razão: a existência de uma empresa que não tem rival em questões de mau-serviço, incompetência, má-fé e anti-cliente, que é a TV Cabo(para não falar na própria PT, que chulou aos seus clientes uma assinatura mensal até aparecer a concorrência, entre outras coisas) - pena não sabermos, por ora, classificar ainda mais veementemente o que é esta máfia descarada e pior, legalizada. A TV Cabo, desde o seu aparecimento, e tirando vantagem da sua posição monopolizadora que agora finda, não fez mais que abusar da honestidade dos portugueses que assinaram aquele serviço. Apesar de gozar ainda da liderança na quota de mercado, a TV Rabo continua a prestar um serviço vergonhoso e de péssima qualidade, caro, e bom para portugueses. Isto porque o consumidor português se deixa levar, deixa andar, deixa-se roubar.

A tecnologia por cabo, sim, essa mesmo que há uns anos punha um exército de técnicos a esburacar-nos a parede, é uma coisa arcaica. Para quem não sabe, o sinal do cabo perde força consoante a distância à linha principal, e isso nunca eles se lembraram de dizer, é óbvio, mas p que é facto é que ZZzzt's para quem mora no último andar é tanga.

Ora bem, para além do mau serviço, da má qualidade da televisão e da Internet, o mais engraçado foi o senhor Miguel Horta e Costa ter compactuado com a engenhosa prática de cobrar a linha de apoio a clientes com valor acrescentado. Ou seja, todos aqueles minutos de espera a ouvir Gotan Project foram cobrados com taxa adicional. Eles dão problemas e os clientes ainda pagam mais para os resolverem. Depois são os técnicos, "aí ô senhõ, esse sinau aí tá ruim meismo pô, o senhô tem que colocá um amplificadô dji sinau, senão num vai dá meismo". E aí também, se paga um aluguer para esse aparelho. Isto depois de visitas e visitas de equipas técnicas, que muitas vezes nem sequer aparecem. Claro, esta é a nossa experiência, e a NetCano também foi uma para esquecer, com constantes cortes de Internet e três anos passados, até que alguém honesto nos iluminasse com "pois, o senhor tem muitas dificuldades no sinal, porque mora no último andar". Digo-vos ainda, na NetCabo roubaram-nos, isso mesmo, roubaram-nos a morada de email. Essa pessoa, que nos roubou o email, entrando no sistema da NetCabo para o fazer, recebeu, durante um mês, todos os nossos emails. Situação que demorou um mês a resolver, e que eles nunca admitiram ter sido falta de segurança deles, apenas indicaram "se você quiser, faça queixa à Judiciária".

O senhor Miguel Horta e Costa saiu da PT sem honra, por ter roubado os portugueses e ter usado a ignorância tecnológica da população, com as costas quentes da golden-share, para fazer negócio sujo e hostil às finanças de todos nós.

Se calhar a culpa não é só dele, mas quem dá a cara na Horta dá à Costa.

Somos anti-PT! Allez allez.

PS: Desculpe senhor Horta, não é nada pessoal, mas para o que ganhava, dar a cara é o mínimo. Talvez não seja o "pior de sempre", mas está na "Hall of Fame".

12 February, 2007

Não, não, ainda aqui estamos...


Pois é verdade, é sim senhora. Andámos desaparecidos. E o nosso público imaginário foi trocidado com a última entrada - sim, continuamos a recusar escrever "postagem", que foi como o Blogger traduziu "post" - de pensamentos originais, que a ninguém beneficiava com felicidade.
Ora pois, bem, entretanto... Ganho o Sim à IVG! É verdade, uma óptima notícia e um grande "times are changing" para todos os Nun'Alváres Pereiras, Martins Monizes e Afonsos de Albuquerque que aindam perduram no nosso tempo; sempre ladeados pelos seus bons amigos Diáconos e seus comparsas que usam "Dom" à frente do nome - porquê, ninguém sabe. E não foi só porque hoje há menos beatas!
Mais...ora bem, e mais... Ah! Houve um sismo esta Segunda-feira, pois, não nos podemos esquecer de falar dele não é, era só o que mais faltava. Nunca tal havíamos experimentado, esperamos que para todos tivesse sido uma experiência...natural.
E agora dizem os imaginários leitores: "Pá, Ok, parem lá de escrever só por escrever, já percebemos que isto não foi esquecido e que vai ser actualizado, não tentem ver se escapa este tempo todo. E vai ser no mínimo, semanalmente, salvo aviso em contrário."
E nós dizemos: "Ok, já percebemos, então tchau, vá, até já."

08 February, 2007

Um esclarecimento, para que não haja confusões.

Sobre a entrada "emprego precário num país otário", queremos deixar claro que a musa que inspirou esse texto não foi a nossa última experiência profissional; onde pensamos ter vivido num ambiente laboral digno e claro quanto às intenções de empregado e empregador.
Obrigado pela sua visita, volte sempre.

05 February, 2007

O Nosso Pensamento do Dia 3 (que titulo original!)

"Será que o Blogaria Pegada existe por simples masturbação intelectual?"

02 February, 2007

O emprego precário num país otário

Nada melhor que falar nesta vergonha pegada que se passa com os licenciados desempregados, justamente no dia em voltamos nós próprios a essa condição. A questão não está, apesar de tudo, naqueles que estão desempregados, porque os que não o estão, na nossa área, trabalham em condições precárias, sob a tirania vinculadora de um patronato que nesta classe é vergonhoso. Sim amigos, falo-vos dos licenciados em Comunicação Social.

Sim senhor, podem vir dizer "mas olha lá, para que é que te puseste a tirar isso". As pessoas que de facto gostam de Comunicação dirão, claro, que no fundo não seria a ambição de se tornar ric@, que os fez mover. Mas como qualquer formado em qualquer coisa, espera do mercado um reconhecimento mínimo pela sua actividade profissional, e ser tratado com respeito por quem lhe paga e para quem trabalha. Mas, infelizmente, voltámos a um tempo onde o respeito pelo trabalhador se evaporou, e na nossa área está-se a passar algo vergonhoso, que o governo não quer ver.

A ideia sempre foi a dos recibos verdes, mas apesar disso uma pessoa é tratada como as outras, o seja, tem as mesmas obrigações que toda a gente na empresa, jornal, ou o que seja; mas nenhuns direitos! Não há férias, não há segurança, não há nada! E sem qualquer vergonha, pedem lealdade, exacerbam a grande responsabilidade e a sorte que nos fez ter um posto de trabalho daquele calibre! Já não há vergonha! Nunca pagam, em geral, mais que 800 euros a uma pessoa licenciada e com experiência, e ainda vêm dizer "que sorte que aqui estás, sim, porque se te quiseres ir embora tenho ali uma pilha de currículos de pessoas que se sujeitam a isso na boa".

E se as coisas já estavam mal, o governo conseguiu torná-la ainda pior, com o descontrolo que é a atribuição das bolsas de estágio profissional do Instituto do Emprego e Formação Profissional. Os benefícios que a empresa recebe são muitos, para além da principal pechincha de poder pagar só 25% ao estagiário. E eis que agora é assim "sim senhor ficas cá, mereceste o teu posto de trabalho, mas quando acabar o susbsidio, baixamos-te o ordenado". E expõem esta situação como se fosse assim que tem que ser, tipo "ya, na boa man". Há já empresas, que colocam estagiários só para receberem o subsídio, tão conveniente que é ter um estagiário que não faz nada até acabar a mama, e depois põem-no a andar e chamam outro. Mesmo que não precisem de uma pessoa a mais. É uma vergonha!!!

Se houvesse respeito, a empresa teria a noção de que, no final, mais 150 ou 200 euros não farão a diferença para a empresa que fará para o fim do mês do trabalhador. Com a agravante de normalmente serem pessoas novas, em princípio de carreira, que a ganhar 700 euros por mês dificilmente se autonomizam financeiramente. Não há mesmo nenhum respeito! Encostam as pessoas à parede quando lhes apetece e impõem aquilo que querem, e como ninguém está a contrato, se não se aceitar, eles mandam vir outra pessoa. E como será que o governo não vê isto?

A maneira cruel e arbitrária como tratam um profissional em princípio de carreira na nossa área é terceiro mundista, e mesmo que proponham um contrato, os termos são sempre precários e exaltados pelo patronato como "uma ganda sorte". Isto é tudo uma vergonha, porque já nem sequer há vergonha.

E porque é que os "brandos costumes" desta gente têm sempre que se meter no caminho? Porque é que não tapamos todos a cara e vamos para a frente da Assembleia da República virar carros ao contrário e chamar-lhes conards como na Francha!

Desculpem pelo tom e brusquidão com que escrevemos esta entrada, é uma situação que sentimos dia-a-dia com colegas e amigos, e tendo vivido o mesmo antes, sabendo que o vamos viver outra vez apetece ir ás Highlands da Escócia, e à beira de um precipício gritar: "RAAAAAMMMMIIIIRRRREZZZZZZ.