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18 October, 2006

EMEL e ESLI? Mas quem sao voces para nos roubarem o estacionamento?


O que se passa nesta cidade de Lisboa, à frente dos olhos de toda a gente e da pança de um senhor chamado João Soares? Que concurso público dá direito a uma empresa de "comprar" parte das ruas que são de todos, e tomar conta dos estacionamentos subterrâneos construídos com o dinheiro, aqui também, de todos?

Sabemos que somos desinformados nesta matéria, mas, houve concurso público? Quando? Porque é que a EMEL adquiriu todas as competências enquanto João Soares era presidente da Câmara Municipal de Lisboa e tinha um assento na administração da empresa? Que dinheiro dá a EMEL ou a ESLI a autarquia? O que é que se passa aqui?

Os portugueses, neste caso os lisboetas, como sempre, vêm as coisas a acontecer e nada dizem, nada fazem (nós incluídos). Uma coisa até era ter a EMEL, agora a ESLI? Quando é que foi esse concurso público? Nós gostavamos de saber, até porque há empresas privadas, sempre propostas pelo Vice-Presidente Fontão de Carvalho, a ganhar dinheiro com estruturas públicas. Quem é que gosta de entrar num mega-parque como é o dos Restauradores e saber que, não, não estamos a entrar em propriedade pública, mas sim a pagar bilhete a um tal Cunha & Silva, ou Vieira & Vieira, uma coisa assim... Vamos fechar o parque aqui do prédio, espetar-lhe um placard a dize "Torri&Torri" e esperar até que alguém diga alguma coisa.

Já não bastava esta usurpação, estas empresas vão mais longe, quando, sem qualquer vergonha cobram o que cobram, limitando o acesso a esses parques, construídos, mais uma vez dizemos, com o dinheiro de todos; a quem tem mais rendimentos e pode sustentar dias a fio o carro naqueles parques! E quem tem poucos rendimentos? Não pagou também essa construção? Porque é que se paga em média quase 1,5 euro por hora num parque público?

Alguém anda a ganhar com isto, mas a triste realidade é que ninguém vai fazer nada quanto a isso. Nós procuraremos saber mais, mas provavelmente, também não avançaremos com a Revolução. A última entrevista de Carmona Rodrigues não foi suficientemente esclarecedora sobre o buraco em que os dinheiros autárquicos da Capital estão metidos, nem sobre os favorecimentos a empresas de construção civil e nos concursos da EPUL Jovem, nem sobre o Pequim que se tornou o Parque das Nações ou o Bagdad em que se tornou o Intendente. "Parques? Check! Prédios? Check! Cidade? I think there's something missing in that box, sir!" ... Carmona Carmona, vai beber pontapés...

PS: Sim é uma tentativa de fotomontagem lá em cima, e depois? Sabemos que quem não sabe não deve fazer, mas a partir do momento em que o Alberto João Jardim dança o samba...

2 Comments:

Anonymous L. said...

Faço parte daquele grupo de pessoas que tudo tentam só para não ter que parar nestes parques. Voltas e mais voltas, arrisco sentidos proibidos em marcha atrás, descubro ruas que nunca tinha visto e volto a dar mais voltas.
"Ah..mas tens os parques.." Quais parques? Aqueles locais inrespiráveis, curvas apertadas, riscos nas paredes, e "ai ai ai, tenho que me ir embora porque deixei o carro no parque, senão pago "bué".."
Esqueçam!
Mas há sempre aquele dia em que atrasados para um concerto, teatro ou algo do género, acabamos por ter que ir lá parar.
Impossível estacionar na cidade de Lisboa. E sem chatices. Ou é a EMEL (ainda vá que não vá), os arrumadores e agora também sociedades anónimas..tipo ESLI, Encavanço Sem LImites para quem não sabe. É caso para perguntar, de facto, mas quem são vocês?

Mais uma voltinha, mais uma moedinha!

9:27 AM  
Anonymous J. said...

Algum desconhecimento da sua parte.

A EMEL é uma empresa pública municipal. A Esli é uma empresa 100% privada.

O parque dos restauradores foi pago integralmente pela Esli. Foi uma concessão, julgo que por 50 anos, feita em 1973.

Todos os parques da Esli foram ganhos em concursos públicos. Há mais concessionárias em Lisboa, a CPE, a Bragaparques, a Gisparques, a Emparque, a Sient e a Spel. Cada uma terá ganho os seus concursos. A Esli terá ganho mais que as outras.

A Esli paga rendas à autarquia pelo parque dos restauradores, provavelmente uma renda elevada. Os preços praticados não são definidos pela empresa. Os máximos estão sempre definidos nos contratos de concessão e resultam dos concursos.

Se o parque dos restauradores fosse mais barato, estaria sempre esgotado. Cosutuma estar, quase todas as noites, por causa dos espectáculos. Como a autarquia não quer filas nas entradas, o preço não pode ser barato. Pretende-se que haja sempre lugares disponíveis e os preços devem ser definidos com esse pressuposto.

Cumprimentos
j.

5:40 AM  

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