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27 October, 2006

Comentário à nossa entrada "EMEL e ESLI? Mas quem sao voces para nos roubarem o estacionamento?" (assinado por j.)


Foi Isto que j. escreveu acerca da nossa entrada, um belo exemplo sobre o pouco que conosco se aprende:

Algum desconhecimento da sua parte.

A EMEL é uma empresa pública municipal. A Esli é uma empresa 100% privada.

O parque dos restauradores foi pago integralmente pela Esli. Foi uma concessão, julgo que por 50 anos, feita em 1973.

Todos os parques da Esli foram ganhos em concursos públicos. Há mais concessionárias em Lisboa, a CPE, a Bragaparques, a Gisparques, a Emparque, a Sient e a Spel. Cada uma terá ganho os seus concursos. A Esli terá ganho mais que as outras.

A Esli paga rendas à autarquia pelo parque dos restauradores, provavelmente uma renda elevada. Os preços praticados não são definidos pela empresa. Os máximos estão sempre definidos nos contratos de concessão e resultam dos concursos.

Se o parque dos restauradores fosse mais barato, estaria sempre esgotado. Cosutuma estar, quase todas as noites, por causa dos espectáculos. Como a autarquia não quer filas nas entradas, o preço não pode ser barato. Pretende-se que haja sempre lugares disponíveis e os preços devem ser definidos com esse pressuposto.

Cumprimentos
j.


Resolvemos colocar este comentário (ou "comment" na terminologia técnica) para louvar os enriquecedores esclarecimentos com os quais nos contestou o nosso leitor j. . Não tenha medo j., identifique-se! Prometemos não o envolver num escândalo sexual com crianças desfavorecidas à guarda do Estado. De qualquer maneira, muito agradecemos pelo facto de conseguir enquadrar, juridica e politicamente, ainda de que sucintamente, esta usurpação de património que é de todos, e cuja gestão, apesar de adequada à capacidade infraestrutural, não deixa de transformar os parques de estacionamento públicos na "quinta" de alguém. Tem toda a razão, é certo, ao defender a legalidade da candidatura da ESLI e de outras empresas privadas, que se limitam a aproveitar uma oportunidade de negócio, num concurso público. Apesar de termos dirigido a nossa crítica às empresas em causa, concordamos que estas devem ser dirigidas ao modo como foi planeado o parque automóvel, que devia ter sido desenvolvido no sentido de obrigar qualquer concessão a actuar de uma forma em que estivesse salvaguardado o interesse público. Ou isso, ou mais lugares de estacionamento, mas já se sabe como são as coisas. Mas quando diz que os preços são fixados pela autarquia, ainda torna tudo mais escandaloso, pois aí continuamos com a questão: porque é que serviços pagos por todos, não são acessíveis a todos? O pressuposto de que haver "sempre lugares disponíveis" não funciona caro leitor, j. .
A lógica dos serviços públicos, devido à escassez de capacidade, em todos eles, é beneficiar quem chega primeiro. Porque é que não existe esta lógica no âmbito dos parques? Quando chegamos às urgências do hospital, esperamos, chegamos a uma repartição de finanças, esperamos, nos correios, esperamos, na Segurança Social esperamos, no Centro de Emprego esperamos, no parque público... Não, não podemos lá ir porque não é para o nosso bolso, pois tem de haver sempre lugares diponíveis.

Claro que passamos eventuais interpretações "populistas" sobre o nosso raciocínio, e, sem querermos continuar, acatando com todo o respeito o seu conhecimento de causa, com críticas infundamentadas; hasteamos a bandeira branca e recolhemos ao quartel. Voltaremos quando o nosso arsenal cognitivo sobre esta matéria estiver melhor guarnecido.
Pedimos desculpa e obrigado j. .

PS: Mais um "post scriptum" sobre a fotomontagem, desta vez intitulada "Plástico Sobre Parede em Fundo Branco, Burro Cheira Blogaria Pegada Numa Tarde de Sol/Hino à Burrice (parvoíce 98/6X)".

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