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30 October, 2006

Regularidade d'"A Bola Preta" esta suspensa.


Caros Leitores,

É com desagrado que vos comunicamos a suspensão da actualização do Mini-Blog "A Bola Preta". Devido à falta de subsídios, consequência da recente extinção da Direcção-Geral de Apoio e Aconselhamento a Iniciativas Paralelas de Manifestação Intelectual Cibernética (DG-AIPMIC) e da restruturação do Gabinete de Coordenação e Desenvolvimento de Acção Infundada (GCDAI-MN) do Ministério das Finanças; temos como pertinente anunciar a nossa suspensão.

O processo burocrático e insitucional obrigou a um cálculo retroactivo do apoio de que beneficiávamos, sendo que, neste momento, não podemos determinar se a nossa sobrevivência se revelará financeiramente viável. Aguardamos novos desenvolvimentos, comprometendo-nos a actualizar-nos, sempre que esses apoios possam ser atribuídos de forma extraordinária, sem contudo podermos assegurar uma dedicação constante às entradas d'A Bola Preta.

Queremos, por último, reafirmar o compromisso de lutarmos com todos os meios ao nosso dispôr para acabar com este impasse a que fomos sujeitos. À semelhança do que tem acontecido sempre que entram novos governos, ou que algum destes tem um titular de Pasta com ideias de mudança "sobre tudo e todos", vamos denunciar estas oportunidades de afirmação de protagonismo e favorecimento, tentando com isso levar de novo aos nossos leitores todo o pensamento que dispensamos ao mundo futebolístico.

Voltaremos à regularidade,
Muito Obrigado pela lealdade de todos os nossos leitores,

O Director d'A Bola Preta

27 October, 2006

Comentário à nossa entrada "EMEL e ESLI? Mas quem sao voces para nos roubarem o estacionamento?" (assinado por j.)


Foi Isto que j. escreveu acerca da nossa entrada, um belo exemplo sobre o pouco que conosco se aprende:

Algum desconhecimento da sua parte.

A EMEL é uma empresa pública municipal. A Esli é uma empresa 100% privada.

O parque dos restauradores foi pago integralmente pela Esli. Foi uma concessão, julgo que por 50 anos, feita em 1973.

Todos os parques da Esli foram ganhos em concursos públicos. Há mais concessionárias em Lisboa, a CPE, a Bragaparques, a Gisparques, a Emparque, a Sient e a Spel. Cada uma terá ganho os seus concursos. A Esli terá ganho mais que as outras.

A Esli paga rendas à autarquia pelo parque dos restauradores, provavelmente uma renda elevada. Os preços praticados não são definidos pela empresa. Os máximos estão sempre definidos nos contratos de concessão e resultam dos concursos.

Se o parque dos restauradores fosse mais barato, estaria sempre esgotado. Cosutuma estar, quase todas as noites, por causa dos espectáculos. Como a autarquia não quer filas nas entradas, o preço não pode ser barato. Pretende-se que haja sempre lugares disponíveis e os preços devem ser definidos com esse pressuposto.

Cumprimentos
j.


Resolvemos colocar este comentário (ou "comment" na terminologia técnica) para louvar os enriquecedores esclarecimentos com os quais nos contestou o nosso leitor j. . Não tenha medo j., identifique-se! Prometemos não o envolver num escândalo sexual com crianças desfavorecidas à guarda do Estado. De qualquer maneira, muito agradecemos pelo facto de conseguir enquadrar, juridica e politicamente, ainda de que sucintamente, esta usurpação de património que é de todos, e cuja gestão, apesar de adequada à capacidade infraestrutural, não deixa de transformar os parques de estacionamento públicos na "quinta" de alguém. Tem toda a razão, é certo, ao defender a legalidade da candidatura da ESLI e de outras empresas privadas, que se limitam a aproveitar uma oportunidade de negócio, num concurso público. Apesar de termos dirigido a nossa crítica às empresas em causa, concordamos que estas devem ser dirigidas ao modo como foi planeado o parque automóvel, que devia ter sido desenvolvido no sentido de obrigar qualquer concessão a actuar de uma forma em que estivesse salvaguardado o interesse público. Ou isso, ou mais lugares de estacionamento, mas já se sabe como são as coisas. Mas quando diz que os preços são fixados pela autarquia, ainda torna tudo mais escandaloso, pois aí continuamos com a questão: porque é que serviços pagos por todos, não são acessíveis a todos? O pressuposto de que haver "sempre lugares disponíveis" não funciona caro leitor, j. .
A lógica dos serviços públicos, devido à escassez de capacidade, em todos eles, é beneficiar quem chega primeiro. Porque é que não existe esta lógica no âmbito dos parques? Quando chegamos às urgências do hospital, esperamos, chegamos a uma repartição de finanças, esperamos, nos correios, esperamos, na Segurança Social esperamos, no Centro de Emprego esperamos, no parque público... Não, não podemos lá ir porque não é para o nosso bolso, pois tem de haver sempre lugares diponíveis.

Claro que passamos eventuais interpretações "populistas" sobre o nosso raciocínio, e, sem querermos continuar, acatando com todo o respeito o seu conhecimento de causa, com críticas infundamentadas; hasteamos a bandeira branca e recolhemos ao quartel. Voltaremos quando o nosso arsenal cognitivo sobre esta matéria estiver melhor guarnecido.
Pedimos desculpa e obrigado j. .

PS: Mais um "post scriptum" sobre a fotomontagem, desta vez intitulada "Plástico Sobre Parede em Fundo Branco, Burro Cheira Blogaria Pegada Numa Tarde de Sol/Hino à Burrice (parvoíce 98/6X)".

23 October, 2006

NetJovens: o Hi5 português em versão suburbana



O seu nome é Joana e chega-nos da majestosa localidade de Alverca. Há um website no qual podemos perscrutar um pouco da sua vida, e, quem sabe, enviar-lhe um "smile" antes de iniciar o contacto propriamente dito. "Rambóia" é a descrição que faz desta fotografia, mas que cheia de vida é a Joana de Alverca! Vale a pena conhecer apesar da bochechina rosada? Nada melhor que experimentar mandar uma mensagem! E depois, nova amiga! E quem sabe, algo mais se as circunstâncias da vida o permitirem. Ao menos se precisarem de ir a Alverca, se calhar já têm lá casa para ficar, ou talvez se formos para Alverca em Erasmus, alguém que nos oriente!

Joana é uma dos milhares de jovens das periferias de Lisboa e Porto - e não só - que se estão a alistar no mais novo mercado de carne, desta vez em versão portuguesa: O NetJovens.Pt.
Claramente retirado do modelo Hi5, este site, que constrói uma comunidade virtual sem limite, promete dar cartas em sensualidade e boa disposição. Basta um pequeno "zapping" virtual por esta caderneta de cromos para se tirar o curso todo. Se achavam que o Hi5 era emoção... Marco, Sandra, Sónia, Tânia, Canina, Caxuxa, Marlene e Tó Cigano, a super comunidade NetJovens espera por vós - e ainda podem comprar a T-Shirt e serem reconhecidos como irmãos, em plena rua! NetJovens: para além do que tu pensas!

20 October, 2006

Fear and Loathing in Assembleia da Republica


Ontem votou-se na Assembleia da República uma proposta de Lei para mudar o regime dos rastreios de drogas a automobilistas. O anterior Decreto regulamentar 24/98 do Ministério da Administração Interna diz que só quando existem acidentes com vítimas mortais é possível fazer esse rastreio. E se o fizessem ao Morais Sarmento quando ele estava no governo de Santana Lopes como é que tinha sido? Ah, isso é que é engraçado! Quem é que vai suspeitar que um membro do governo ou um deputado é drógado? Hã? Porque é que não fazem o rastreio à porta da Assembleia da República a todos os deputados e membros do governo? Afinal, o que é mais importante ser feito num estado de sobriedade? Comandar o volante de um carro ou os destinos de um país ? Pois é...

PS: Pensamos que a proposta de lei passou, mas não temos a certeza. O Diário da República é impenetrável, e não nos aprouve gastar nele mais que 2 infrutíferos minutos. A fotomontagem é outra vez má, é verdade, mas pretende mostrar o Santana Lopes e o Morais Sarmento no lugar de Benicio del Toro e Johnny Depp naquele grande filme (achamos que é obrigação saber-se qual é)

PS2: Obrigado pelos comentários que têm deixado, muitos vos seguirão. (not!)

18 October, 2006

EMEL e ESLI? Mas quem sao voces para nos roubarem o estacionamento?


O que se passa nesta cidade de Lisboa, à frente dos olhos de toda a gente e da pança de um senhor chamado João Soares? Que concurso público dá direito a uma empresa de "comprar" parte das ruas que são de todos, e tomar conta dos estacionamentos subterrâneos construídos com o dinheiro, aqui também, de todos?

Sabemos que somos desinformados nesta matéria, mas, houve concurso público? Quando? Porque é que a EMEL adquiriu todas as competências enquanto João Soares era presidente da Câmara Municipal de Lisboa e tinha um assento na administração da empresa? Que dinheiro dá a EMEL ou a ESLI a autarquia? O que é que se passa aqui?

Os portugueses, neste caso os lisboetas, como sempre, vêm as coisas a acontecer e nada dizem, nada fazem (nós incluídos). Uma coisa até era ter a EMEL, agora a ESLI? Quando é que foi esse concurso público? Nós gostavamos de saber, até porque há empresas privadas, sempre propostas pelo Vice-Presidente Fontão de Carvalho, a ganhar dinheiro com estruturas públicas. Quem é que gosta de entrar num mega-parque como é o dos Restauradores e saber que, não, não estamos a entrar em propriedade pública, mas sim a pagar bilhete a um tal Cunha & Silva, ou Vieira & Vieira, uma coisa assim... Vamos fechar o parque aqui do prédio, espetar-lhe um placard a dize "Torri&Torri" e esperar até que alguém diga alguma coisa.

Já não bastava esta usurpação, estas empresas vão mais longe, quando, sem qualquer vergonha cobram o que cobram, limitando o acesso a esses parques, construídos, mais uma vez dizemos, com o dinheiro de todos; a quem tem mais rendimentos e pode sustentar dias a fio o carro naqueles parques! E quem tem poucos rendimentos? Não pagou também essa construção? Porque é que se paga em média quase 1,5 euro por hora num parque público?

Alguém anda a ganhar com isto, mas a triste realidade é que ninguém vai fazer nada quanto a isso. Nós procuraremos saber mais, mas provavelmente, também não avançaremos com a Revolução. A última entrevista de Carmona Rodrigues não foi suficientemente esclarecedora sobre o buraco em que os dinheiros autárquicos da Capital estão metidos, nem sobre os favorecimentos a empresas de construção civil e nos concursos da EPUL Jovem, nem sobre o Pequim que se tornou o Parque das Nações ou o Bagdad em que se tornou o Intendente. "Parques? Check! Prédios? Check! Cidade? I think there's something missing in that box, sir!" ... Carmona Carmona, vai beber pontapés...

PS: Sim é uma tentativa de fotomontagem lá em cima, e depois? Sabemos que quem não sabe não deve fazer, mas a partir do momento em que o Alberto João Jardim dança o samba...

11 October, 2006

Qual é o contrário de Partir? Ficar ou voltar? (segunda volta)



Não conseguimos publicar um texto engraçado sobre como levar a uma segunda volta este concurso, a pedido da direita brasileira. Já escrevemos o texto duas vezes, mas o Blogger está esquisito e perdemos o texto. Podem voltar a votar, ou começar, para aqueles que ainda não o fizeram. Estávamos cheios de humor refinado, quando perdemos dois textos e agora é mesmo assim: votai! Sabemos que os três leitores - Allah introduzir-vos-á em jardins por onde correm rios, e lá viverão para a eternidade - mais barulhentos já se manifestaram, resta os outros milhões envergonhados os seguirem.

Ninguém avançou o antónimo mais óbvio de "partir" - perguntem a M.L. que formulou este pensamento a 6 de Outubro, Canidelo, Vila Nova de Gaia.

Num me digam que ninguém liêa esta merda carago!

Xôr Agente


A polícia. Ninguém gosta da polícia. Nós também não. Mas vale a pena reflectir sobre ela, quando são os nossos impostos que a pagam. A conclusão é simples: a polícia portuguesa, GNR e PSP - a PJ não tem dinheiro sequer para ser considerada força de segurança -, são uma anedota pegada. Por três ordens de problemas, à político: primeiro, são mal chefiadas; segundo, são mal-formadas; terceiro, trabalham pouco e não querem trabalhar mais ( é verdade, trabalham pouco, e o velho polícia de bigode, mesmo já não tendo bigode e nem girando o bastão enquanto caminha, é exactamente o mesmo.)

E há três exemplos na nossa vida terrena que exemplificam estas três ordens de razões (claro, todos podem contribuir para mais deste Portugal no seu melhor em forma de texto, deixando aí comentário claro):

1) para a primeira, podemos dizer que os "oficiais" da PSP são muito maus traçadores de mapas de patrulha, sendo que, em Lisboa, na zona de São João de Deus/Arco do Cego e Alto de São João, onde fecharam todas as esquadras há 2 anos, não está à vista solução, os assaltos multiplicam-se, e não se vê uma única patrulha em mais de duas horas;

2) para a segunda, que sabe um agente com 6 meses de formação, largado nas ruas aos tubarões? será que aprendeu a falar, a ser bem-educado, a deter alguém de uma maneira apropriada? hum... Não nos cheira. Há uns anos, num ponto alto de curiosidade, perguntamos ao conjugue de uma conhecida, que por acaso era bongó, "olha lá, se por acaso eu tivesse aqui a fumar uma ganza prendias-me?", resposta: "tinha de prender, a não ser que estivesses a fazer isso numa zona recatada", ao que reagimos "quer dizer que se eu tivesse num becozito e não chateasse ninguém era legal...", conclusão: "xim, desde que não cauje dejordem na bia pública"; aqui sim com o sotaque apropriado, o verdadeiro, o único, o figomenal: "xôr agente".

3) para a terceira, destacamos a inquestionável sapiência do "xôr agente", essa coisa fantástica, pois não é que, ao repararmos, numa Sexta-feira destas, que numa pejada Praça Camões, estavam não um, não dois, mas três agentes a multar um condutor por estacionamento indevido, alheios ao caos que por eles passava em reboliço; um segurava o bloco, o outro a caneta, e o outro falava, porém, quando interpelámos o senhor agente: "desculpe senhor agente, não está a ouvir estes táxis a apitar à noite ao seu lado, estão três colegas a passar uma multa? Não é uma contra-ordenação grave?", ao que responde o polícia: "Pois, sabe, nós não coneguimos controlar tudo."

Ah, não referimos o uso privado das forças de segurança pública, como constatámos no último jogo no Estádio da Luz, onde no anel de passagem exterior, no meio da multidão, inertes, 5 agentes encostados, em sentido, a um vidro... de um stand de automóveis. Perguntámos ao babilónio: "desculpe lá, estão aí só por causa do stand?", "sim" disse ele com a maior naturalidade, "5 agentes só por causa dos carros?!", "sim", voltou a dizer, desta vez com ar de quem nos queria bater. "Tá bonito, tá bonito", dissemos nós caminhando para a saída. De quem é o stand? Isso gostávamos nós de saber. Em nossa casa temos um gato, que gosta de fugir, onde é que nos podemos inscrever para ter agentes só ao meu serviço? Ah, 5 agentes na Avenida de Roma de certeza também não resolvem nada! Mais vale guardar os carros, que são de alguém mais importante que essas velhinhas dos primeiros andares.

Isto são exemplos "light", de certeza que os há melhores, mais chocantes e mais hilariantes, e outras coisas acabadas em antes (falta, por exemplo o terrorismo das operações stop, mas vá, antes pensem vocês já parecemos velhos a debitar no café)

Vale a pena pensar... (que dica)

PS: A fotomontagem é mesmo má, não é a gozar.