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31 August, 2006

Blitz - nunca se ouviu uma revista assim...tão convencida.

ATENÇÃO: SELVA VERBAL DIFÍCIL DE DESBRAVAR, PROCEDA POR SUA PRÓPRIA CONTA E RISCO!
Acabámos de receber a última Blitz, lembrando que um dos highlights de 2006 foi ter assinado aquela publicação por um um ou dois anos, já não nos lembramos ao certo. Esta subscrição aconteceu por via de um marketing bastante apelativo, primeiro ofereciam um bilhete para o Sudoeste, depois, uma revistinha fixe ya, tá-se bem, bacano, música, um gajo curte sempre, ya. Apesar de se pensar que a Blitz está melhor, no que diz respeito à objectividade crítica das obras, maioritariamente musicais, que nela se fazem, basta ler uma ou duas páginas para se ver que nada mudou. Talvez tenha mudado um pouco o tom, para uma Bravo Senior, também devido ao novo marketing implantado, que se prende com identificações com novos públicos-alvo, diferentes dos rock-fãs dos anos 90 e alguns metaleiros perdidos, mãos que estiveram com o jornal até ao último suspiro; e até já admitem que gostam de hip-hop, depois de tanto terem massacrado a "old school" portuguesa. Necessidades de mercado, por isso é que o jornal faliu. Agora, com as costas quentes do grupo Impresa, fazem o que lhes dá na real gana, agora é que bai ser! Tentar atingir os artistas, assumindo-se como A Crítica Musical Oficial, com críticas duras, sem a humildade de quem está a criticar, e a expôr a sua opinião, não a contar a realidade tal como ela é. É preciso cuidado, se trabalhássemos numa revista de crítica, não íamos começar a chamar "fatela" à Ágata, nem "palhaço" ao Iran Costa. Bem, a esses talvez, mas muitos artistas que figuram em críticas blitzianas, que se estão a tentar lançar, portugueses sobretudo, talvez não merecessem certo tipo de coisas que lá se dizem. Isto também vem de uma certa postura convencida da redacção do Blitz, ou dos que a editam, tentando a piada do "eu tou bem e tu és invejoso", por exemplo, colocando na página do top de músicas um headline engraçado: "As escolhas de uma redacção que ouve música para ganhar a vida." Somos muitá bons!
Também por isso fizemos uma selecção de coisas que estas mentes abertas escrevem sobre os albúns, e as classificações incoerentes (que vão de uma º a ººººº). Nota-se que o hip-hop continua a não cair no goto destes críticos, que enfatizam tudo o que é posh, gay, glam, pós-rock, electro-punk, que brilhe muito e coma de tudo. Um bocado tendencioso, só um bocadinho. As melhores tiradas da secção de crítica a álbuns na Blitz de Setembro (frase, artista, álbum, classiificação, nosssa sentença), ora aqui bai:

1) "Afro Studs é quase sempre um exercício de flacidez pós-moderna" - AMP FIDDLER, Afro Strut, º: elucidativo!;
2) "Cansei de ser sexy é uma banda evidentemente brasileira, mas a sua pop reguila movida a teclados baratos, teletransportados dos anos 80 (...) um grupo de cinco meninas+rapaz entregue ao hedonismo delirante de Peaches" - CSS, Cansei de Ser Sexy,ºººº: é gay, é eighties, por isso é bom!;
3)"...foi um assinalável sucesso mediático e de vendas. Percebe-se porquê (...) tingindo hip-hop hedonista [eles adoram esta palavra no Blitz] com ambientes rítmicos e melódicos R&B (...) Tudo desnecessariamente esticado aos 74 minutos" - KALIBRADOS, Negócio Fechado, ººº: devia ser mais curto e ter mais hedonismos!;
4)"Mas o que importa saber é se o brilhante sincretismo entre R&B moderno e electro-pop dos anos 80 (facção "sofisticada") que o duo canadiano ergueu na estreia "Last Exit" teve continuidade. Uma: o brilhantismo mantém-se. Duas: houve que evoluir para assim ser. Adeus, pois, à parte R&B da questão." - JUNIOR BOYS, So This is Goodbye, ºººº: a última parte deste excerto faz transparecer um gosto musical algo concertado com os cantinhos mais escuros do Lux ou do Trumps.


Depois da crítica, este mês há o bónus: da peça que se intitula "Os 30 piores álbuns de sempre" - aqui está uma lista dos que nos apeteceu falar, as piores escolhas, na nossa opinião, de uma lista dos piores, que promete ser a verdade universal, gerada por certas mentes esclarecidas - serão estes os piores mesmo?
1)28º lugar: Reamonn - Beautiful Sky (2003)- pá é mau, mas há pior;
2)25º lugar: Nick Cave - And the Ass Saw the Angel (1999) - o senhor da voz grossa não se compara sequer a um Zé Cabra (já que resolveram pôr o Iran Costa como o 3º pior de sempre);
3)13º lugar: Madredeus - Electrónico (2002) - é verdade, o álbum é uma seca, mas daí a ser um dos piores de sempre? Por favor, gurus do Blitz, salvem-me desta ignorância!
4)2ºlugar: Björk - Medúlla - Pá, este é o segundo lugar! O segundo! Como é que é possível vocês saberem tão pouco?! Este é um álbum mau de Björk, mas alguém já ouviu o "Scum" de Napalm Death? Tá tudo louco?
5)1º lugar: Michael Jackson - Invincible (2001) - É este o álbum que a Blitz classifica como o pior de sempre. Ora sinceramente, OK, este ser meio plástico, meio material orgânico safou-se da pior maneira com a sua última incursão musical, mas ainda se viu e ouviu muito daquele "You rock my world". Sim, era R&B como qualquer outro, mas daí a pior do mundo! Isto há com cada coija, enton num é quiéstes bon dejer que este é o pióre!?

E assim acaba a nossa pequena agressão à crítica do Blitz. Não é que seja tudo mau nesta revista, há algumas coisas que são bem escritas, e outras com que concordamos. Mas a presunção, meus amigos... ts, ts, ts. Não pode ser. Foi isso que vos matou, e, se querem continuar vivos nessa revista, têm de abandonar isso de uma vez por todas. STOP THE BLITZKRIEG!

3 Comments:

Anonymous Anonymous said...

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Anonymous Anonymous said...

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Anonymous Anonymous said...

ler todo o blog, muito bom

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