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31 August, 2006

Blitz - nunca se ouviu uma revista assim...tão convencida.

ATENÇÃO: SELVA VERBAL DIFÍCIL DE DESBRAVAR, PROCEDA POR SUA PRÓPRIA CONTA E RISCO!
Acabámos de receber a última Blitz, lembrando que um dos highlights de 2006 foi ter assinado aquela publicação por um um ou dois anos, já não nos lembramos ao certo. Esta subscrição aconteceu por via de um marketing bastante apelativo, primeiro ofereciam um bilhete para o Sudoeste, depois, uma revistinha fixe ya, tá-se bem, bacano, música, um gajo curte sempre, ya. Apesar de se pensar que a Blitz está melhor, no que diz respeito à objectividade crítica das obras, maioritariamente musicais, que nela se fazem, basta ler uma ou duas páginas para se ver que nada mudou. Talvez tenha mudado um pouco o tom, para uma Bravo Senior, também devido ao novo marketing implantado, que se prende com identificações com novos públicos-alvo, diferentes dos rock-fãs dos anos 90 e alguns metaleiros perdidos, mãos que estiveram com o jornal até ao último suspiro; e até já admitem que gostam de hip-hop, depois de tanto terem massacrado a "old school" portuguesa. Necessidades de mercado, por isso é que o jornal faliu. Agora, com as costas quentes do grupo Impresa, fazem o que lhes dá na real gana, agora é que bai ser! Tentar atingir os artistas, assumindo-se como A Crítica Musical Oficial, com críticas duras, sem a humildade de quem está a criticar, e a expôr a sua opinião, não a contar a realidade tal como ela é. É preciso cuidado, se trabalhássemos numa revista de crítica, não íamos começar a chamar "fatela" à Ágata, nem "palhaço" ao Iran Costa. Bem, a esses talvez, mas muitos artistas que figuram em críticas blitzianas, que se estão a tentar lançar, portugueses sobretudo, talvez não merecessem certo tipo de coisas que lá se dizem. Isto também vem de uma certa postura convencida da redacção do Blitz, ou dos que a editam, tentando a piada do "eu tou bem e tu és invejoso", por exemplo, colocando na página do top de músicas um headline engraçado: "As escolhas de uma redacção que ouve música para ganhar a vida." Somos muitá bons!
Também por isso fizemos uma selecção de coisas que estas mentes abertas escrevem sobre os albúns, e as classificações incoerentes (que vão de uma º a ººººº). Nota-se que o hip-hop continua a não cair no goto destes críticos, que enfatizam tudo o que é posh, gay, glam, pós-rock, electro-punk, que brilhe muito e coma de tudo. Um bocado tendencioso, só um bocadinho. As melhores tiradas da secção de crítica a álbuns na Blitz de Setembro (frase, artista, álbum, classiificação, nosssa sentença), ora aqui bai:

1) "Afro Studs é quase sempre um exercício de flacidez pós-moderna" - AMP FIDDLER, Afro Strut, º: elucidativo!;
2) "Cansei de ser sexy é uma banda evidentemente brasileira, mas a sua pop reguila movida a teclados baratos, teletransportados dos anos 80 (...) um grupo de cinco meninas+rapaz entregue ao hedonismo delirante de Peaches" - CSS, Cansei de Ser Sexy,ºººº: é gay, é eighties, por isso é bom!;
3)"...foi um assinalável sucesso mediático e de vendas. Percebe-se porquê (...) tingindo hip-hop hedonista [eles adoram esta palavra no Blitz] com ambientes rítmicos e melódicos R&B (...) Tudo desnecessariamente esticado aos 74 minutos" - KALIBRADOS, Negócio Fechado, ººº: devia ser mais curto e ter mais hedonismos!;
4)"Mas o que importa saber é se o brilhante sincretismo entre R&B moderno e electro-pop dos anos 80 (facção "sofisticada") que o duo canadiano ergueu na estreia "Last Exit" teve continuidade. Uma: o brilhantismo mantém-se. Duas: houve que evoluir para assim ser. Adeus, pois, à parte R&B da questão." - JUNIOR BOYS, So This is Goodbye, ºººº: a última parte deste excerto faz transparecer um gosto musical algo concertado com os cantinhos mais escuros do Lux ou do Trumps.


Depois da crítica, este mês há o bónus: da peça que se intitula "Os 30 piores álbuns de sempre" - aqui está uma lista dos que nos apeteceu falar, as piores escolhas, na nossa opinião, de uma lista dos piores, que promete ser a verdade universal, gerada por certas mentes esclarecidas - serão estes os piores mesmo?
1)28º lugar: Reamonn - Beautiful Sky (2003)- pá é mau, mas há pior;
2)25º lugar: Nick Cave - And the Ass Saw the Angel (1999) - o senhor da voz grossa não se compara sequer a um Zé Cabra (já que resolveram pôr o Iran Costa como o 3º pior de sempre);
3)13º lugar: Madredeus - Electrónico (2002) - é verdade, o álbum é uma seca, mas daí a ser um dos piores de sempre? Por favor, gurus do Blitz, salvem-me desta ignorância!
4)2ºlugar: Björk - Medúlla - Pá, este é o segundo lugar! O segundo! Como é que é possível vocês saberem tão pouco?! Este é um álbum mau de Björk, mas alguém já ouviu o "Scum" de Napalm Death? Tá tudo louco?
5)1º lugar: Michael Jackson - Invincible (2001) - É este o álbum que a Blitz classifica como o pior de sempre. Ora sinceramente, OK, este ser meio plástico, meio material orgânico safou-se da pior maneira com a sua última incursão musical, mas ainda se viu e ouviu muito daquele "You rock my world". Sim, era R&B como qualquer outro, mas daí a pior do mundo! Isto há com cada coija, enton num é quiéstes bon dejer que este é o pióre!?

E assim acaba a nossa pequena agressão à crítica do Blitz. Não é que seja tudo mau nesta revista, há algumas coisas que são bem escritas, e outras com que concordamos. Mas a presunção, meus amigos... ts, ts, ts. Não pode ser. Foi isso que vos matou, e, se querem continuar vivos nessa revista, têm de abandonar isso de uma vez por todas. STOP THE BLITZKRIEG!

29 August, 2006

Nova entrada n' A Bola Preta: "Sporting contrata Jogador fundido - Alecsandro"

O puto da Nova Democracia quer brincar com os grandes.


Manuel Monteiro, Manuel Monteiro. O que é que ainda andas tu aqui a fazer? Andas-te a portar mal, não é? Não vês que os grandes não querem brincar contigo! Deixa de os chatear, leva a tua bola ali para o canto e chuta-a contra a parede. Escusas de querer brincar aos manifestos da Direita com o Marques Mendes e o Ribeiro e Castro, que eles gostam mais dos jogos deles. Sim, eu sei Manel, já brincaram os dois às coligações, é verdade. Mas, mesmo assim, tu não podes, porque já nem sequer fazes parte da caderneta de cromos da Direita. Queres o quê? Não ouvi. Fala mais alto! Ah! Queres que os partidos da Direita adoptem o teu manifesto, para que haja uma postura coordenada da política de Direita em Portugal. O quê? Para remediar aquilo que o Paulo Portas estragou? Mas ele já foi morar para outra rua e tudo! Queres formar o teu clube Os Conservadores e Liberais da Casa da Árvore, que vocês tinham construído há muito tempo, que ficava nas traseiras da moradia do Cavaco Silva em Boliqueime? Não pode ser Manel! O Marques Mendes também é uma criança como tu, mas está noutras brincadeiras, que não envolvem para já debates político-filosóficos ou ideológicos. O Ribeiro e Castro é teu amigo, mas já é mais crescido também, e gosta de brincar a outras coisas mais para a idade dele, que, por exemplo, passam por unir um partido desfeito em facções e pontos de vista, e onde muitos nem gostam de ti, senão tinham ido atrás de ti para a Nova Democracia, não é? Mas gostei de te ver Manel, estás com bom aspecto, o mesmo de sempre. Vá, agora vai lá brincar sozinho às Novas Democracias, que os teus amigos antigos já têm outros amigos e gostam de brincar a outras coisas, como ao bate-pé ao governo e à apanhada dos seus opositores nos congressos anuais. Va lá, vai jogar ao mata contra a parede, e depois tenta ir para a SIC Notícias ocupar o lugar do Lobo Xavier no Quadratura do Círculo. Mas tens de te portar muito bem. Vá, a andar, vá.

DECO vs. Ultima Imperial

A DECO e uma associação de consumidores. A DECO é um escritório de advogados. A DECO é uma linha de apoio jurídico. A DECO é uma revista. A DECO às vezes é boa para o cidadão. A DECO às vezes é chata. A DECO não devia ter questionado a legitimidade da Direcção-Geral de Viação para aumentar em 0,07 gramas o limite mínimo de álcool no sangue (Diário Digital de hoje), que caretas. Está certo que eles muitas vezes ajudam o povo contra essas empresas que nos querem enganar ("abante comarada"), e, muitas vezes, são a nossa única saída! Mas fogo DECO, deixa lá beber mais uma imperial! 0,07 gramas é quase mais uma! Não achas que faz diferença? Para nós não, que estamos afastados do álcool (ya), mas para muito boa gente é o empurrãzinho que falta para a beijoca na amiga; é o golinho que gera vontade de sim, agora sim, ir dançar; é o pretexto de mais uns minutos de conversa, em que finalmente se vai chegar à conclusão reveladora; é o cigarrinho que leva a acender, que pode atrair algum pedido por lume interessante; faltam 350 imperiais para o fim e todas aquelas coisas do anúncio da TMN do Verão e muito mais. Uma imperial faz toda a diferença. DECO deixa lá, vá lá.

28 August, 2006

A BOLA PRETA!!!

O Blogaria Pegada decidiu realojar os assuntos futebolísticos num novo bairro social, que acabámos de construir. Por favor, vão ver, mesmo que não gostem de bola, e sigam atentamente as instruções dadas na primeira entrada. O Blogaria Pegada tem um novo teatro de guerra, e, se gostam de se degladiar verbalmente por causa dos lampiões, dos lagartos ou dos tripeiros - vão para fora cá dentro! Olhó gajo a bater-se...

25 August, 2006

Administraçao Publica: A lei da Jungle


ATENÇÃO: SELVA VERBAL DIFÍCIL DE DESBRAVAR, PROCEDA POR SUA PRÓPRIA CONTA E RISCO!
A vida de administração pública é complicada. É Savana africana, onde o poder alterna constantemente, e onde a população se dispersa na época das chuvas, tomando uma forma sempre diferente aquando do seu regresso. Uns ficam, outros saem, uns são promovidos, outros não, e até há aqueles que não saem da cepa torta toda a vida, porque não caçaram uma zebrinha para alimentar o macho-alfa em determinada altura, e agora a oportunidade perdeu-se. São as hienas (sim também podem ser personagens do bem de vez em quando). As hienas da administração pública também têm orgulho próprio e hão- de se rir toda a vida daquilo que as rodeia, sem se importarem com politiquices, até morrerem a sorrir. Há hienas que a certa altura sobem na vida, mas isso não quer dizer que não continuem a rir-se das parvoíces daqueles que querem cair nas boas graças de cada leão macho-alfa novo, que chega de 4 em 4 anos.
Parece que os leões destas 2 Primaveras que ainda estão para vir disseram ao reino animal da administração pública que se irá tentar restringir o acesso à Internet e ao correio electrónico, com vista a evitar distracções durante o trabalho. "It's the economy stupid", já dizia o tio Bill Clinton. Mas este, tal como a maioria dos leões da selva americana, não sabemos bem como, conseguem sempre ter outra eficiência, dada a abundância de febra que lá se passeia pelo arvoredo e planícies douradas. E então eis que na Savana Portuguesa da administração pública surgem, como seria de esperar, risos de várias hienas sem medo. Adivinham mesmo como serão a partir de agora feitas as cortes, por alturas da reprodução, pelas novas regras impostas pelo novo Simba. Não sabemos se foi uma delas que escreveu isto que se segue, ou se terá sido alguém de outra espécie animal, mais acima ou abaixo na cadeia alimentar, não sabemos; mas isto é sabedoria de quem vive nesta Savana, cortesia de quem conhece a lei da selva com todos os seus contornos, e já viu passar muitas estações da chuva.
Segue, então, a profética nota:

"Andam umas vozes a questionar a manutenção de correspondência pessoal nos postos de trabalho... Quiçá os administradores de rede andem a enlouquecer com tanto vasculhar nos arquivos privados de cada um. Céus! Apenas nos será permitido trocar imagens bentas do Senhor e pensamentos da IURD? Será que vai haver censura à sátira política? E o CONHECIMENTO? Tudo o que se troca e não vem nos livros nem é gerado directamente no posto de trabalho...
Enquanto tal conjecturo... Ocorre-me construir um dicionário de linguagem cifrada para dialogar com os companheiros de cela. E...quando o funça portuga do futuro quiser fazer rapapés amorosos á colega DE CIMA...poderá enviar email ou fax nestes termos:
" Tendo em vista o acordado no passado dia... junto envio a vossa excelência listagem relativa às medidas - e que medidas- ...a implementar até final do ano de....
Em nosso entender a supracitada questão requer um diagnóstico aprofundado e exaustivo que permita a destrinça do palpável e a previsão do que ainda não se pode considerar como tal.
Para já impõe-se aquilatar da proficiência de utilização dos instrumentos linguísticos de suporte.
Assim sugere-se a marcação de reunião para troca de impressões e reajustamento dos respectivos instrumentos de trabalho.
Com os melhores cumprimentos,
J Salcedo Y Pina"

"Ao que a "fêmea" respondeu:
Gostei particularmente das "medidas... a implementar até final do ano...", da "destrinça do palpável" e do "aquilitar da proficiência de utilização dos instrumentos linguísticos de suporte." A língua é de facto fundamental.
Quanto à reunião, espero que ela se destine a todo o tipo de impressões e não apenas às digitais. Para uma boa produtividade, nada como um reajustamento dos instrumentos de trabalho, utilizados sempre de forma muito direccionada para o objectivo.
Não podemos também esquecer o ROI (return on investment), com som."
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"Life is Jungle sometimes, that makes me wonder how I keep from going under" - Grand Master Flash

Ai Lobbyaria de Amalia Rodrigues (e uma versao do Ai Mouraria, visto que nem muita gente tem percebido)

Ai Lobbyaria

Ai, Lobbyaria
do velho Parque das Nações,
onde eu um dia
deixei presos os meus tostões,
por ter passado
mesmo ao meu lado
certo magnata
de cor morena,
careca pequena
e mandar lobbyista.

Ai, Lobbyaria
do edil do meu encanto
que me mentia,
mas que eu adorava tanto.
Paraíso que o vento,
no Planeamento,
levou consigo,
mais que ainda agora
a toda a hora
trago comigo.

Ai, Lobbyaria,
dos construtores nos beirais,
dos prédios cor-de rosa,
das construções anormais.
Ai, Lobbyaria
do engarrafento a passar,
do escape em voz saudosa,
do cidadão a soluçar.

Letra de Parquexpo Martins,
Musica de Nuno da Camara Municipal de Lisboa

Eh fadista! Eh Rouxinóli! Ah Boquinha Linda!

Cafe Imperio is back in business!

Aí está ele e de cara lavada. Depois de muitos anos de resistência, o lugar que faz o melhor molho de bife que alguma vez conhecemos em toda a vida e em qualquer lugar deste mundo (não há melhor, mesmo), foi mesmo comprado pela Igreja Universal do Reino de Deus, sua vizinha do lado. Apesar de tudo, Carmona Rodrigues e seus compadres tiveram uma atitude exemplar, ao embargar as obras de ampliação da igreja do antigo cinema Império, que os mercadores de fé queriam impôr aquele tão mítico espaço lisboeta, um verdadeira pérola da nossa história contemporânea. Ai aquele bife! A notícia avançada hoje pela Lusa, publicada no Público online, descreve um espaço novo e moderno que surgiu em lugar de um estabelecimento já meio decadente, mas mantiveram-se os empregados, sobre quem os nossos pais dizem sempre: "Bem, não acredito, este empregado é o mesmo há 40 anos". Adoramos o Império, apesar da imagética em que era inspirado, pela grande tradição e memórias em família. Ainda bem que não havia McDonalds nem Cup&Cino, porque comparados com o Império, ainda têm de beber muito café.

24 August, 2006

Os Cem Anos do Marcello (Marcelo so com um L para quem e de esquerda) na optica do afilhado Nuno Rogeiro


Nuno Rogeiro. Pois é, Nuno Rogeiro. Sabe tudo o Nuno Rogeiro, há mesmo quem diga que o verdadeiro Pai Natal é o Nuno Rogeiro e que se pintou de castanho nos anos 50, acabando por se sagrar um dos maiores jogadores do Mundo sob o alter-ego Pelé. E agora, na nossa ignorância, sabemos que é afilhado do defunto Marcello Caetano (os dois "l" não quer dizer que nos coloquemos à direita, é o nome do homem porra), e que conviveu téte-a-téte com o Big M. O artigo da semana passada da Sábado é um verdadeiro hino à sorte de Nuno Rogeiro. Que não chega a fazer uma única crítica às coisas que ouvia o seu "il padrino" dizer, antes tentando entusiasmar os leitores a um mergulho literário até à sua convivência com o "tio" Marcello. Homem esclarecido, que abertamente falava de política à mesa dos refinados jantares de família, preparados pelo Chef não-sei-quê. Não é muito bonito repetir-se o "eu" como faz Nuno Rogeiro tão genialmente nesta crónica, mas este politólogo não perde também a oportunidade de se declarar acima do normal, quer pelo relato ternurento da convivência classe alta com Marcello, quer mesmo pela particularidade de ter feito referência ao facto de o tio o congratular "pelos MEUS sucessivos quadros de honra no liceu". Mas que génio extraordinário Nuno Rogeiro é, uma pessoa extraordinária, algures entre o Marcelo Rebelo de Sousa e o sócio de brinco do "60 Minutes", que contudo se destaca pela ciência política sensacionalista que propaga, pensamentos que lhe saem daquela farta mente, devidamente protegida pelo penteado Norton de Matos, herdado possivelmente daquelas alturas em que tinha 15 anos, quando já se entregava a considerações político-filosóficas, em franca harmonia com o "tio" Marcello, que lhe elogiava o interesse pela História. Ui, se houvesse Bush nessa altura! Sobredotado era já Nuno Rogeiro com 15 anos, como fez questão de propagandear ao longo do artigo, elogiando-se a si mesmo e ao meio em que socializava, prosseguindo após a queda do Estado Novo ( através de cartas que a Sábado, para jubilo dos seus muitos leitores do eixo Cascais-Lapa possuidores de apelidos com muitos nomes, vai publicar já na próxima semana), o contacto com o padrinho. Estes continuaram até à morte do criador de uma polícia política bastante diferente da PIDE, a DGS, em 1969. Que orgulho Rogeiro! É engraçado como se permite hoje colar ao Estado Novo e, neste caso, ao sucessor de Salazar - que tentou erróneamente liberalizar o regime com uma democracia "à la carte" - uma imagem de saudosista admiração. A nostalgia de um Portugal estável, que permite que se fale desses anos sem ao menos se ter a dignidade de dar um ar de certa condenção por se ter vivido num regime ditatorial ridículo, que ainda sem ser puramente fascista, atrasou este Cantinho irreversivelmente, por detrás de uma imagem política profundamente cínica, e de uma constituição que muitos historiadores portugueses orgulhosos gostam de chamar a "primeira híbrida do mundo". Não sei que admiração se possa ter por aquele regime ou por aquele sistema jurídico, que demonstrava precisamente aquilo que toda a gente gosta de dizer hoje em dia: "no papel é uma coija, ma na prática é outra coija". Nuno Rogeiro escreveu mal, muito mal, deixando escapar uma certa admiração, ainda que por pessoas próximas, sem a colmatar com uma crítica esclarecida de quem vive no século XXI, sintomas de um certo movimento das antigas famílias controladoras, altamente e exageradamente atacadas e fustigadas até aos anos 90 pelo entusiasmo revolucionário, ainda assim o consideramos. Hoje, essas voltam a afirmar a oligarquia sem receios, os que sobreviveram com algumas posses pelo menos, podendo hoje recordar-se o Estado Novo como uma fase da história de Portugal. Mas não foi só uma fase caros D'Oreys, pois quem não estava como vocês protegido por um estatuto social ou de outro tipo qualquer, sofreu e sofreu muito. E o senhor Rogeiro, mais uma vez desiludiu, antes tivesse sido pelas tuas demonstrações de sapiência duvidosa, que vão além do seu, apesar de tudo, respeitado saber. Pode saber muito, mas não sabe tudo, como pensa. Falar do Estado Novo é falar dele de uma maneira neutra, e, dado a tendência dessa avaliação pender sempre e naturalmente para o negativo, aqui não somos democráticos (é verdade), pensamos que se deverá sempre balanceá-la, ainda que por vergonha de quem se diz democrata, com uma crítica subjacente, pelo menos uma referência à atrocidade, porque, se somos pela democracia, não há outra saída. Nuno Rogeiro está numa posição previligiada de falar na segunda curta fase do Estado Novo, com conhecimento de causa, mas preferiu colocar-se como um protagonista numa elite grandiosa, a mesma responsável pelo Tarrafal e a inquisição política, os massacres da Guerra do Ultramar (que também referiu, com a maior naturalidade) e a estupificação de um país e de um povo que é o seu. Nuno Rogeiro conseguiu demonstrar mais uma faceta, a juntar às muitas sobre as quais tem opinião, Agora era amigo de Marcello e conviveu no seio do Estado Novo. Que orgulho poderá para uma pessoa normal daí advir? Plutão perdeu o estatuto de planeta, para Rogeiro a ditadura do Estado Novo perdeu o estatuto de totalitário, tenha vergonha caro senhor. Não falou foi na bonita farda que se usava Mocidade Portuguesa. Pois é, nem tudo era bonito não era? Este ano no Mundial? Cantou "Força Palancas" ou saiu-lhe um "Angola é nossa"? Não se descaia tanto que ainda cai da cadeira como Salazar.

22 August, 2006

Quantos Joao Jardins e que tu queres?

Mais um para a caderneta! Nas últimas autárquicas demonstrou-se que, neste país, se estivermos rodeados de amigos poderosos que patrocinem prendas aos nossos munícipes, podemos criar milícias locais, levar todos os idosos do concelho numa viagem de avião ou até mesmo ter a nossa própria rádio local, onde só passa o que queremos! Há coisas fantásticas não há, concorra já, e ganhe um mandato Funtastic Life em vários concelhos do Norte, brevemente em todo o país e Açores. E aí está mais um, a juntar aos cassiquismos do Major Valentim Loureiro em Gondomar, as censuras ditatoriais do nosso tão querido Avelino Ferreira Torres, que quase ganhava o reality-show, o saco azul de Fátima Felgueiras na terra que herdou o seu nome (e não ao contrário); Isaltino Morais em Oeiras, que está definitivamente "mais à frente" com um monocarril urbano fantástico que dá imenso jeito e não se percebe porque ninguém o utiliza; até chegarmos, este ano, a Fernando Ruas em Viseu, que queria "correr à pedrada" os funcionários do Ministério do Ambiente porque um presidente de Junta seu compadre queria autorizar um dos seus conterrâneos especializados em obras públicas de hortas e corta-fogos, levar a cabo um plano de engenharia genial para escoar uma poça de água que se acumulava numa via pública. Bem, eis que para os fãs dos métodos político-bairristas de Alberto João Jardim surge uma nova promessa: Carlos Encarnação, que, além de presidente da Câmara de Coimbra, aprendeu com o Hezbollah como se cortam ruas, como se Coimbra fosse Beirute,e se delimitam zonas de poder ilegal, criando check-points para permitir a entrada a quem reunir as necessárias condições. O governo não manda em Coimbra, que, por ser uma cidade do "saber e da cultura" (algo caduca na nossa opinião, mas quem usa e usou as vestes vampirescas sabe mais), tem o direito de cortar 300 metros de estrada e não deixar os camiões que transportam resíduos industrias acederem à cimenteira de Souselas, onde os resíduos vão ser tratados. A Câmara de Coimbra aprovou segunda-feira uma "postura municipal de trânsito" que não permite veículos que transportes materiais perigosos, mas que espertalhões hã! A co-incineração é chata, cheira mal, é perigosa, mas quem é que sabe? Alguém já viu uma? Vai ter de acontecer em algum lado não é verdade, e até porque é uma obcessão do De Socas (como uma tia nossa chama ao PM José Sócrates), e uma embirração de Manuel Alegre (que, eleito deputado por Coimbra, se bate contra a co-incineração há tempos e tempos). A Assembleia Municipal de Coimbra também escolheu, com a abstenção do PS e sob a o olhar calmo do presidente do orgão, Manuel Porto, "correr à pedrada" a co-incineração, contra a directiva governamental central, aliás, na tradição de Nobre Guedes, ex-ministro do Ambiente CDS/PP, que lançou o mote para o levantamento popular contra a campanha de De Socas em 2004: "Acho que isso devia ser sancionado, ele não devia entrar em Coimbra. Coimbra devia levantar à rua e esse senhor não devia cá entrar". Claro, isto foi antes do caso Portucale. Realmente De Socas, és um menino, ninguém tem medo do governo, nem mesmo no ContEnente.

Well-stay - Nao se enterrem por favor!

Pedimos desculpa aos leitores deste blog - dirigimo-nos sempre rectoricamente a quem lê este blog, apesar de não sabermos ao certo se alguém a quem não o impingimos à lá cauteleiro o lê, mas pronto - mas srs. Padres, precisamos de fazer uma confissão. Na sociedade portuguesa, como dizia há pouco tempo um certo dirigente da Juventude Socialista num telefonema de angariação ridícula "são portas que se abrem e outras que se fecham", mas temos de o dizer. Somos Benfiquistas, é verdade, queremos ver levada à Palma a chama imensa, já o dissemos, pronto. Apesar disto, e com um certa idoneidade jornalística por nós meio assimilada num curto percurso profissional no ramo, prometemos não nos poupar a críticas ou reparos seja a quem fôr, mesmo que seja o Xanana Gusmão ou a Madre Teresa de Calcutá. Tentámos traduzir "Benfica" literalmente para inglês ("Well-stay"), para que o título desta entrada não repudiassse rapidamente aqueles que não lhe são afectos, esperando que os con-Benfiquistas não tenham para com isto a atitude iraniana às caricaturas do Maomé. Tal como os jornalistas dinamarqueses adoram a liberdade de expressão, nós adoramos o Benfica, e só lhe faz bem andar em cima Dele, porque já se sabe que é uma árvore muito pesada e abana muito.

Finalmente ao que interessa, por muito que desejemos que o Olivais e Moscavide se safe com a manutenção na liga de Honra este ano, o verdadeiro e primeiríssimo objectivo é que o nosso S.L.B. chegue já à Liga dos Campeões para que este ano sim, com Paulo Jorge e Manú, possamos levar de vencida o Barcelona, que tão injustamente nos bateu o ano passado. A tarefa não podia ser mais fácil (até podia porque o clube não tem um nome esquisito, tipo Gençerbirligi ou Artmedia), mas o Benfica tem a obrigação de ganhar,e até golear estes coitados austríacos do Áustria Viena, que, a julgar pela performance nas primeiras jornadas do campeonato local, até o Mozart marcava mais golos usando apnas um dos rolos da cabeleira e a batuta. Por isso este título vos roga, nunca mais nos lembrem das eras Souness, Manuel José, Autouri, Heynckes e etc. Por favor! Aquele amargo do "não há como possamos perder" e depois o balde de água fria, gelado como naqueles tempos, nunca mais! É para ganhar, é para varrer! Não pensamos noutro desfecho que não a presença na Liga dos Campeões, porque se, por acaso, o Nuno se quiser armar em Brian Deane, o Luisão em Michael Thomas ou o Petit em Pembridge: FERNANDO SANTOS, vais voltar a fazer buracos na Grécia! E nós vamos lá estar com os velhos a chamar-te "gatuno" e a dizer "vocês serem uma bergonha, carago"! Mas isso é o cenário mais irreal e surrealista, porque nós temos de varrer, e não pensamos noutra coisa senão nisso. CHAMAMOS A ATENÇÃO PARA QUE NÃO SE INTEREPRETE ISTO COMO SENDO UMA PROVA DE FALTA DE FÉ, MENOS GRAVE SER REALISTA E CAUTELOSO FORA DO ESTÁDIO, POSTURA UNICAMENTE DERIVADA DA PRÉ-ÉPOCA BRILHANTE QUE O BENFICA FEZ, DO QUE SER BÁRBARO E CRITICAMENTE IRRACIONAL DENTRO DA CATEDRAL. Força Glorious Well-stay.

21 August, 2006

Da Russia com Jose Milhazes: ai esta um homem!

Da Rússia com José Milhazes, link que acabámos de colocar esta manhã nesta parvoíce pegada, é uma viagem cyberjornalística a um país que, ainda que sem estar por detrás de uma cortina de ferro, continua por detrás de uma outra, não se sabe ao certo, mas talvez de um cabedal um pouco duro. É certo que as razões pelas quais ainda o é se prendem com uma obscuridade tradicional, mantida desde o tempo dos czares, e vincada no tempo do marxismo-leninismo-estalinismo-perseguicionismo-krtutchevismo-antonovismo-perestroikismo. É verdade, a Rússia pseudo-democrática, cuja Doma é ainda presidida e bem presidida pelo Czar Putin, sucessor do Czar Yeltsin, ainda é um mundo sobre o qual não se sabe muito, também por via, cremos, da própria linguística, da escrita e da oralidade da língua russa. Mas os Portugueses têm um salvador! O seu aspecto intelectual, o estilo arrojado e nostálgico da barba de José Milhazes, mesmo até a sua voz aguda, qual agente inquisidor do Verão Quente de 76, não enganam ninguém: este homem sabe do que fala! Imaginamos que uma paixão o tenha levado às terras russas, o que para nós é uma sorte, porque já estava tudo farto de ouvir o Yevgeny Moravich - "akiíé em Moskva eztá tyudo muitó kalmo, jyá si vírame algunz agyentes da polyízia maz aindá non se vió nyada a acontyecyerié" - , e já era altura de contarmos com um novo Carlos Fino. Desta vez, pensamos, com muito mais estilo. O blog "Da Rússia" é uma pérola da informação, que dá ao público português um buraquinho por onde espreitar para a grande Rússia. É certo que há várias Rússias, e as asiáticas são, naturalmente, as que menos destaque têm. Mesmo assim, se algo sabemos em português daquele bicho territorial, cremos que, a partir de agora, o devemos ao Zé Milhazes, com quem esperamos contar por muitos anos! Querymos ayinda dyare ume grande força ao Jyosé Myílhazes para quye contyinue a syua grande missão, pyara dyar aos pyortugueses as informatzias daquyela quye julgames syer a mais impurtyant potyência mundial adyormecida. Tieme cuidade Jyosé pyara nyon te metyeres na Vodka! Nazadrovija!!

Nine Days Out

Após uma recente retirada estratégica para a Croácia, eis que aqui se ganha um distanciamento chave para voltar a falar de tudo e de nada, se quiserem, Guedes de Carvalho-style, "o país e o mundo". E pronto, por agora é tudo o que temos a acrescentar, sob pena de começar uma exposição exaustiva, devidamente infundamentada, deslocada do paradigma inicial que nos propusemos a abordar analíticamente, na óptica experimental, concretizável na conjuntura apropriada da ocorrência de sapiência e racionalidade, dois aspectos nucleares que neste momento não se encontram porque a estupidez matinal resolveu aparecer e vamos aqui ao lado "tomar café"; portanto talvez mais logo ou amanhã. Obrigado, esperamos que tenha contribuído para um país melhor e para tornar este mundo um lugar mais feliz.

10 August, 2006

A Crise Continua mesmo!


É um dos segredos mais bem escondidos do underground musical português. Para quem se lembra do Rock Rendez Vous e de outros eventos que tais, tipo concursos de bandas da freguesia, Ritz club, Juke Box ou aqueles festivais com nomes tipo Toc'a partir, Rebent'a a curtir, Part'e a Loja toda (como e que se chamava aquele de Lisboa, ja não nos lembramos), este não é um nome completamente desconhecido. Esse é um passado completamente apagado do imaginário musical português, que se entregou de mão beijada as sonoridades mais calientes do hip-hop damaiense e gaiense, e do puro afrikano. Pois é, muita coisa boa se faz ("é preciso olhar para o que de bom se faz neste país": cliché) nestas e noutras áreas, mas o que é certo é que se a indústria musical no Cantinho andou para a frente, muito se deve a estas bandas dos anos 80 e 90, quando o rock movia multidões e era uma fachada para a rebeldia, e não uma desculpa para se poder vestir um fato e gravata e ter bueda estilo a fazer uma coisa antiga. CRISE TOTAL é um destes exemplos, apesar de terem sido os Censurados o nome que mais longe chegou, inspirado pelas premissas do pseudo-anarquismo freak, que no fundo é o movimento punk, apenas verdadeiramente seguido por alguns, que bem sabem quem é Bakunine, e que ser-se anarquista não é ser-se anarca, nem mostrar isso pedindo trocos na Rua Augusta a cheirar mal, para comprar drogas para si e comida para o cão (não raramente chamado "cerveja", "ganza", "trance", "cavalo", "trip", etc,) e garrafõ~es de tinto Afonso III, com Vat69 para os dias mais abonados. Voltando aos CRISE TOTAL, são um autêntico documento da diversidade social, que cada vez parece mais longe do espectro social (ao contrário de Espanha), e onde são vociferados os mais beligerantes gritos contra os "tubarões", e, especialmente no album "best of" de 1996 (julgavam que era novo não?!) cuja capa aqui apresentamos, numa atitude quase profética, que avançava António Guterres como um (mas não o único) dos símbolos da crise profunda em que Portugal mergulhou à passagem do Milénio. "Prefiro morrer enforcado, do que morrer soldado" é uma boa dica para a geração anterior, nós, por exemplo, já lá não vamos cheirar de certeza, mas é em temas como "A Crise Continua" e "Foi Portugal" que os CRISE TOTAL se tornam um grande símbolo da história da juventude no Cantinho. O som pode não agradar a todos, é verdade, mas o "A Crise Continua" já nada tem a ver com o street-punk no qual a banda se fundou, não pela atitude, mas, especialmente, pela qualidade da gravação, com temas revividos por novos elementos, vindos de outra banda do punk-hardcore mais negro em Portugal, os Sub-Caos. Há coisas que ninguém sabe, porque o que interessa é o Bossaque e os pseudo-reggaes surfistas da linha de Cascais e afins, assim como outros crossovers electrónicos de vozes femininas a lembrar putos ricos a beber Martinis em Saint-Tropez. Mas os CRISE TOTAL e outras bandas da nossa juventude e da pequena cena punk-hardcore lisboeta, que tanto contribuiram para uma dinâmica social e um empossamento de poder juvenil e de alguma crítica ciente, a lembrar pré-25 de Abril, nunca as havemos-de esquecer. Teremos sempre pena destas novas gerações, tão dependentes do que lhes metem na cabeça e das modas, e com uma "teenage angst" que é descarregada nos canais onde lhes dizem para o fazer: gangsta rap, linkin parks, e outros que tais. Cresçam putos, vejam o que é que é verdadeiro nas ondas que curtem! Tanta cena boa de hip-hop, afrikano, não precisam do punk para nada, isso já passou! Mas a revolta não passa! Nasce convosco, e tem de ser descarregada colectivamente, criativamente, criticamente e abertamente! You gotta take the power back! Ass. Pai Buda (não queríamos ser gurus nestas coisas, entusiamámo-nos).

09 August, 2006

Noticia o Publico: EfeCeaPea confirma demissao de Co Adriaanse


Larga isso que isso já não é teu! É verdade, quem tem Co tem medo, já diziam as nossas avós. Mais uma chicotada psicológica no Drágongue, desta vez o "engenheiro da dobradinha" Co Adriaanse. Ninguém fora do clube estava à espera, mas, inexplicavelmente, com a equipa, que, apesar dos resultados menos bons no defeso, joga o melhor futebol e tem o plantel mais completo do futebol português, deram-lhe um chuto no Co, porque ninguém pode incomodar o Pintinho, não o chateiem com abançados, senongue lebas lwogo cum apeito doirado na cabyeça meu gronde cabrongue. E assim foi. MAIS UMA VEZ A FALAR DA BOLA. REALMENTE. MAS O QUE É QUE QUEREM, TODOS OS PAÍSES TÊM UM OU DOIS SECTORES EXTRA QUE FAZEM MOVER A ECONOMIA E A DIMENSÃO POLÍTICO-SOCIAL, PELA SUA IMPORTÂNCIA E PROJECÇÃO. ALGUNS PAÍSES TÊM AS PESCAS E O LEITE, OUTROS TÊM OS VINHOS E A FRUTA, OUTROS TÊM MADEIRA E PETRÓLEO, NÓS... SÓ TEMOS FUTEBOL E CONSTRUÇÃO CIVIL. Podem ler a notícia do Co Adranse no Público, que às vezes dá umas borlas e dá para ler online (acho que só a edição Impressa é que não dá, mas agora não sei)

08 August, 2006

Kofi Annan fora da guestlist para o 1º Grande Churrasco do Direito Internacional


Temperem a carne! Vai começar o churrasco! Os livros de Direito Internacional, a Carta das Nações Unidas, a Convenção de Genebra, e outros tantos tratados multilaterais, plurilaterais, plexilaterais, cosmolaterais, vortexolaterais, periniolaterais, e outros laterais a jogar na esquerda e na direita podem finalmente ser queimados no fogueirão. A escalada do conflito no Líbano, desde o seu começo, foi um cuspidela ranhosa em todas as convenções internacionais desde o Tratado de Vestefália. Isto porque, se algum vislumbre havia sobre o significado real do tendencioso e complicado conceito de soberania, agora até a física quântica parece uma raspadinha, quando comparada com esta salada de desculpas e justificações imorais e ilegais. Para um membro da ONU atacar um Estado necessitará sempre de ter o aval do Conselho de Segurança, que, ou autoriza o país a agir por conta própria, ou coordena uma resposta concertada dos membros, nos termos da escalada da intervenção estabelecida no capítulo VII da Carta das Nações Unidas. Israel é um Estado-membro das Nações Unidas ou são simplesmente judeus? Porque se for a segunda hipótese a mais válida, também queremos ser judeus e fazer aquilo que bem nos apetece só porque historicamente professamos uma religião censurada (nem se fala de povo, que não existe, porque tem apenas a haver com valores morais e religiosos, disseminados por várias etnias) por todos; ah, e sofremos a barbárie hitleriana, esta sim, sem par na história, mas que havemos de repetir até à morte, porque os nossos tetravós moravam num gueto em Varsóvia. O quê, tás a gozar com o meu chapéu e com as minhas tranças? Anda cá já para eu te colocar um pequeno objecto delgado e pontiagudo em chamas pelo teu pequeno orifício pressionado pelas tuas tensões dérmicas rosadas e sujas. Anda cá oh tu oh, oh libanês oh! És do Hezbollah!? Não és? Mas não és judeu? Não? Então vens comigo na mesma que eu tou-me a cagar para ti. Quantas vezes isto se repetiu em Israel, quantas vezes Israel não capturou prisioneiros de guerra (classificação que recusam a terroristas, e para a qual ainda não há consenso) dentro e fora das suas fronteiras. Isto é USAfreestyle, fazemos o que queremos e o que nos apetece, e quem é amigo quem é? É o George Walker! Isto é tudo demais, demais! E o mais grave é que isto toma lugar sem o Ariel lava-tudo! Sempre que vem um novo dirigente israelita os jornais gostam de dizer "ai sim, este sim, é mais moderado". Parece que Israel, tanto o Likud como o Kadima, esgotou os seus moderados, ou será que não sairam ainda da sinagoga? Olmert já disse, como cita o Folha de São Paulo de 29 de Março"Vamos estabelecer as bordas do Estado de Israel, um Estado judeu com uma maioria judia". Este atitude poderia ser a tipicamente judia, onde cada um sabe das suas bordas, querem sempre estabelecer bem a quem pertence cada lado da borda, tu és árabe eu sou semita, cada um com a sua borda, tu não te metes nas minhas e eu não me meto nas tuas. Mas não, tem de sempre haver uma mostra de prepotência internacional, pior que a guerra do Iraque. É verdade, houve ajustes na ordem jurídica internacional para permitir que houvesse algum tipo de intervenções, quando a segurança mundial estivesse em risco. E a Coreia do Norte? Não é um risco? Bem, é tudo trapalhada. Depois de já terem morrido mais do que 500 pessoas no conflito, e depois do teatro se ter alargado a Beirute, tendo destruido partes significativas da cidade e da vida de milhares de libaneses, é que Kofi Annan veio com os seus "we are deeply concerned"s, mas o que adianta isso? Quem deixa de morrer por isso. Que ninguém nos venha com o sorrisinho atravessado a dizer que diplomacia é isso. O direito internacional só é aplicado quando convém, e isto é um caso claro de agressão de um Estado a outro.
Se a ONU não serve para aquilo a que se propôs no seu nascimento , legalmente publicado e codificado no Preâmbulo da Carta das Nações Unidas, então serve para quê? Para tachos? É o que parece, não sabemos se os americanos continuam a pagar o que pagam pelas Nações Unidas para poderem fazer o que querem, mas a nós, sinceramente, parece-nos que a guerra fria já acabou e eles não precisam de uma mediação. Fazem o que querem de qualquer maneira, e o chavalito Israel segue-lhe o exemplo. Vá a andar, é melhor ir comprar já as senhas para a entremeada com livros do Azeredo Lopes que vai logo esgotar! Então e a Paula Escarameia? Vão assar lá chouriço! A sério, siga aí mano, baza lá! Pera pera, tá ali um gajo a acender uma brasa com o John Gadis! Chaval, caga memo nisso, siga mazé ali pitar aquele leitãozorro a sair ali no fogueirão do Michael Akehurst! Ganda mel chaval, e a sobremesa? Bem a sobremesa, acho e já que ele próprio não veio, que vai ser aquele Millenium Declaration, que é tipo mil folhas, do Koffi Annan, e se estiver cheio ainda bebo um Hans Blix ou um António Guterres como digestivo. E os Freitas do Amaral? Não sei, acho que o fornecedor tá doente...

07 August, 2006

Primeiro Comentario do Blogaria Pegada!

Aí está o primeiro comentário a uma entrada deste blog pegado. O Sr. Pedro Florindo Cruz, desconhecido do para já e condenado à solidão autor deste blog, teve a ousadia e a iniciativa de comentar o Campeonato dos Festivais, abordando-o num enquadramento que vai mais de encontro ao paradigma Hermínio Loureiro, Liga, Política, e, sobretudo, Tacho e Hermínio Loureiro. Alinhamo-nos de coração aberto com a posição pertinente do senhor PFC, sabendo que realmente não se pode prometer proteger o futebol e os interesses políticos dos portugueses, sentando-se na cadeira da Liga de Clubes e na bancada parlamentar do PSD ao mesmo tempo. OK, a cadeira da Liga pode vir do IKEA e a do Parlamento ser de cerejeira trabalhada, mas ser-se deputado é uma responsabilidade política, e ser-se presidente da Liga de Clubes é ser-se um dirigente desportivo, que não dá garantias de contribuição vincada para o desenvolvimento do país, senão o desenvolvimento da dimensão futebolística dentro da nossa cesta de ovos de codorniz. O futebol é perigoso em Portugal, e a megalomania Euro 2004 foi prova viva disso. Queixam-se das maternidades, vejam: com os 25% de comparticipação estatal nos estádios não teria sido preciso, se calhar, fechar coisa nenhuma. Se houver mais Hermínios Loureiros, que se passará a seguir? Vamos organizar o Mundial de Futebol ou construir o Aeroporto da Ota? Era só o que faltava. Com tanto consenso, adivinha-se uma bela "concertação", como se gosta agora de dizer... Vamos encetar uma "concertação", "concertando" os vários departamentos para uma solução "concertada", gosta muito o Sócrates de dizer. E O Hermínio parece em plena "concertação", com o apoio de Benfica, Sporting e Porto, achamos muito estranho, muito estranho... E ainda é deputado nas horas vagas, "concertando-se" assim todos os dias, é demais!

Sudoeste sem Herminio Loureiro Massifica-se

Não há cá paleios. O Sudoeste é mesmo O Festival de Portugal, e provou-se isso mesmo nestes últimos quatro dias de diberson. Bem organizado, um bocadinho cheio demais, mas o bem organizado já ninguém lhes tira. É verdade que o monopólio da Música no Coração é um bocado irritante, mas lá que é verdade que eles já aprenderam tudo o que há para aprender no Sudoeste, ai lá isso é berdade. Continua a não se vislumbrar praticamente nenhum VIP na zona VIP, segundo contam, mas antes Visitantes Insaciavelmente Proxenetas, outo tipo de VIP's que assim se tornam por terem mais uma pulseira que os outros, como já foi várias vezes o meu caso. Mas enfim, no Sudoeste é gritante, porque a maneira como as pessoas alarvejam as comidas, e se batem por um lugar a frente da bica da imperial é de uma falta de Vipismo impressionante. Continua a não haver bebidas brancas, não sei se por medo da organização ou proibição pela SuperBock, o que é facto é que nem um suminho se pode beber, fora daquelas marcas: Sudoeste=Marcas, marcas, marcas, marcas, KFC, marcas, Mcdonalds, marcas, SuperBock, marcas, Telepizza, CP, Worten, e toda a merda possível e imaginária. Pá, como é que é possível. Realmente para comer, simpatizava mais com O Psicológico, mas não corresponde aos padrões de qualidade de quando está estacionado na Praça da República em Coimbra; e o "A Tachadinha", mas também são bocados de porco fritos de muito má qualidade. Mas de resto tudo bem. O bónus musical também foi interessante, dos quais os nossos humildes destaques vão para MADNESS, antes de mais, Anthony B, DAft Punk (concerto Spielberguiano), Los de Abajo (o bocadinho que vimos, bastante festivo), Breakestra (não deu para ver muito mas foi fixe) e Prodigy (eternos, apesar de não ser dos nossos sons de eleição). De resto, só deu para lá chegar arde, por isso tudo o que era tuga foi difícil de ver. Mais um ano, mais um festival, mais um desvairo, só foi pena ter de vir trabalhar hoje... PEDIMOS DESCULPA, ESTA ENTRADA É QUASE ILEGÍVEL, O CANSAÇO FESTIBALEIRO E A MANHÃ DE TRABALHO DE SEGUNDA-FEIRA NUNCA SE DERAM BEM...

04 August, 2006

Campeonato dos Festivais

A única coisa que nos tem ocorrido para estes posts são comparações como futebol, o que não deixa de ser imoral, incorrecto, herege, e uma notável marca de falta de imaginação. Mas como isto é um espaço livre de ideias, não deixamos de o fazer, dado ser este um universo lexical e cognitivo rico em matério de comparação fácil, e mais que isso, como halibut para o assado. De qualquer forma, este ano os Festivais de Verão, consideramos, perderam a megalomania de outros tempos, quando havia um grande cabeça-de-cartaz para cada um. O que não se perdeu, decerto, é a luta sangrenta entre as marcas aí representadas, que em cada evento fazem daquilo um autêntico hipermercado em vésperas de Natal. Os operadores de rede móvel parecem nunca dormir, batalhando pelos namings, em especial no Sudoeste, o que serve de inspiração a quase todas as marcas, dos refrigerantes ao Guronsan, à falta de empresas distribuidoras de cocaína e ecstasy, que já cá faziam falta. É vê-los, os festibáleiros todos mascarados de outdoors com cervejas na mão. É demais. E a música? Bem isso é um bónus, como dizia o outro, o que bale é que tyemos aqui uma fita porta-chabes da TêMêNê e uma t-shirt da SuperBock! É podre, é mau, e toda a gente gosta, e o que é engraçado este ano, no mapa do festival Sudoeste por exemplo, é que as marcas já têm direito a pôr os nomes na planilha, o que deixa adivinhar que para o ano teremos "Casas-de-Banho Sumol", "Posto de Prevenção da Cruz Vermelha SuperBock", "Gregoriatório McDonalds", "Mijatório Bogani", etc. Muita bom! Deêm mas é cervejas à pala à malta palhaços!! E, se por acaso no Sudoeste fizerem o mesmo que no Rock in Rio de só venderem Sagres Chopp e Bohemia, juramos que vendemos o bilhete, compramos um barril e mandamos para a Música no Coração. Andem ovelhas, o pasto está ali à vossa frente, porque é que estão a olhar para o palco, ah isso não interessa nada!

Herminio Loureiro no Sudoeste

A grande estrela do techno francês porém mundial, conhecida pelo salto encarpado mais enroscado do mundo, vai substituir os Daft Punk como cabeça-de-cartaz do Festibal Sudoeste 2006. Os festibáleiros vão poder ver o e ouvir o grande Hermínio, que espalha fãs em tudo o quanto é lado, da segunda circular ao Dragongue, com admiradores tão célebres como Luís Filipe Vieira, Pinto da Cwosta e Soares Franco. Depois das eleições para a Liga a prometerem, com Hermínio Loureiro em constante debate com Hermínio Loureiro, e sob o olha atento do candidato Hermínio Loureiro, que ainda este mês deu de caras com o adversário Hermínio Loureiro no restaurante Sapo em Penafiel, é a vez do Festibal ter a honra de apresentar os dotes artístico-poético-consensuais do grande HL. Os fãs esperam por uma oportunidade de cantar os grandes hits, nomeadamente One More Time, I wanna celebrate, oh yeah alright don't stop dancing, One More time, wanna celebrate, oh yeah alright o Porto é Campeongue, one more time, I wanna celebrate, oh yeah alright, bibó Pintinho; ou então clássicos consagrados como Around do Pworto, Around do Pworto.

03 August, 2006

Sudoeste House one time back inna di area, so mi a say!

'Tis di truth dat Sudoeste mek di massive come and mash up di place like never inna di whole year. Dis time wi a do wey it ever been, an gwaan singin and rejoicing to di soundz a di reggae music. Blessed! Inna di ancient day wey wi a do it same wey, but dis year tis the 10th anniversary an di massive dat a come a long wey fi di festival be feeling moah irie than ever. Inna dis year of 2006, mi a hope di massive go and party lot while keeping dem noses out a di cocaine, so mi a say. But yuh know, daft punk be playin deh, and nuff massive be gettin off. Fi di people inna di house I&I haffi say dis one time: neva behave and go crazy as the days go bambayay, with nuff respect nuff wadada, and nuff righteousness. Neva stop blazin di fyah! Blessed! Selecta Jay, Admiral Jay and alla di reggae Jays mi call miself by.

Translation unavailable

02 August, 2006

Gil Vicente na II Liga por causa do Mateus, devedores tambem deviam descer!

Foi com surpresa que ouvi o relato da lista de devedores anunciada pelo nosso já tão querido Teixeira dos Santos, mas foi com desilusão que dos 4.000 nomes anunciados para essa lista, só 188 acabaram por ser publicados. O que não deixa de ser engraçado. Tive mesmo muita, muita pena mesmo, de não ter reconhecido nenhum dos nomes naquela malfadada lista, mas tmabém quem é que conhece o Mateus? Ninguém o conhecia, e por causa dele os sócios do Gil Vicente vão ter de ver o seu clube jogar na Liga de Honra. Os outros zés que devem uma batulada de pastel às finanças, esses não descem de divisão, o que me faz pensar, e se houvesse aí uma liga de honra de rendimentos para esse pessoalóide que tem a mania que é esperto (como o Gil Vicente, a grande maioria das empresas são do norte, porque no sul as PME's também, coitadinhas). Era lindo, a partir de agora e até liquidarem as dívidas todas, essa gente não podia ganhar mais que dois salários mínimos e os serviços dessas empresas seriam sujeitos a quotas! Isso é que era, e assim metia-se os Mateus todos do espectáculo da vida real (há quem pense que o futebol é o que interessa, mas realmente há outras coisas sem ser o Estádio do Algarve no deserto entre Faro e Loulé), na II Liga de Portugal. Era mel não era!? Olha, ao menos melhorava-se a paisagem do interior, porque aqueles empreteiros devedores todos já não poderiam construír casas pseudo modernas nas aldeias da sua descendência.
Para os mais curiosos, a lista de devedores está em www.e-financas.pt e as notícias sobre o Mateus estão em todos os jornais desportivos, impossível não dar de caras com eles. Diverti-vos.

01 August, 2006

Blogaria Pegada

Mais um espaço de ideias livres e de livre expressão das mesmas. A ideia não é muito original, bem sabemos, até nos arriscaríamos a dizer banal, mesmo. Mas de facto, que outra solução temos nós? Nós que andamos para aqui a comer algodão doce na já extinta Feira Popular (até isso nos tiraram), e nada temos a dizer sobre o estado em que está esta pequena cesta de ovos de codorniz (mais pequenos que o normal, boa metáfora para tugas), onde restam poucos por estalar. De facto, se cada um desses ovos for a Justiça, a Saúde, a Educação, a Cultura e outras tantas áreas onde somos exímios, regozijem blogosféricos! Mais um sítio para pessoas inteligentes e ignorantes poderem dar à tecla quanto quiserem, dizer bem ou mal, com interesse ou não, falar do "Estado da Nação" (expressão deveras salazarista, mas pronto, eles gostam) ou de qualquer outra coisa no mundo, seja a homossexualidade negada de David Bowie, a ONU, ou outros orgãos sexuais masculinos, cujo vigor já se foi, e há muito. Agradecemos apenas que não batam muito no Santana Lopes e no George Walker Bush (sim, sabemos o que é o W, nessas coisas somos conservadores, W. não é apelido para ninguém a não ser que fosse Pereira W. Coutinho, ou Belmiro W. de Azevedo) , que toda a gente já percebeu a mensagem. Façam as vossas coisinhas, escrevam os comentáriozinhos, e, quem se quiser associar é só demonstrar vontade, se bem que será difícil alguém querer a nossa companhia, quando a vasta e bem mais interessante blogosfera portuguesa nos oferece tantas e tantas outras e melhores opções, cujos links não hesitaremos, a seu tempo, colocar à vossa disposição. Viel spass mit dieses BLOGARIA PEGADA!