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Name: Torrinha
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13 October, 2009

As eleições em que ninguém sai a perder!


Estivemos à espera da contagem final para nos pronunciarmos e queremos dizer: "Meus amigos, ganhámos!"

Ele houve tiros, ele houve insultos, ele houve destronamentos, ele houve Isaltino, ele houve tanta coisa, que o menos que se poderia fazer era ouvir a emissão das autárquicas da TSF durante três horas, em viagem do Pinhão para Lisboa. As eleições puramente autárquicas, como lhe chamaram tantas vezes.

O que é engraçado, é que todos os partidos "ganharam", ou pelo menos todos dizem que ganharam. Os que não ganharam, como foi o caso do Bloco de Esquerda ou do CDS a solo, também não "perderam", porque estas eleições são mais "um passo na caminhada". Estar na política é óptimo, porque é possível tentar-se fazer milhões de pessoas passar por parvos e conseguir fazer isso em, diríamos, 70 a 80 por cento dos casos!

- "E-espera Máique, E-espera. Com este partido vais conseguir ver no poder aqueles de que mais gostas!"
- "A sério, Melga! Vou mesmo poder ver o Louçã como primeiro-ministro e o CDS com outra câmara além de Ponte de Lima com este Kit Acredita Melga, Melga!?"
- "E-sim Máique, e-sim! Com este Kid Acredita Melga, Máique, nunca mais vais ter de perder na tua vida inteira"
- "Fantástico Melga!"
(o PSD, a CDU e o Bloco de Esquerda já compraram, o PS está a aproveitar o período de experimentação, com devolução total do dinheiro, caso não esteja satisfeito em 30 dias)

24 September, 2009

A alternativa nas eleições mais alternativas (ainda que com pouca alternativa)


Que estranhas eleições...

Nunca antes visto tão pouco bombardeamento de comícios, nunca antes os candidatos estiveram frente-a-frente com um humorista, nunca antes houve um primeiro-ministro votado entre os homens mais sexy, nunca antes tinha havido inconformidades na clonagem e Margaret Tatcher, nunca antes se soube que um dirigente de extrema esquerda passava férias no Algarve, nunca antes houve uma candidata a deputada que fosse gira, nunca antes os Castelhanos tinham voltado a ameaçar a independência de Portugal, nunca antes se reflectiu se seria mesmo aceitável que se permitisse candidatos arguidos em processos de corrupção, nunca antes um partido se queixou de preferências da comunicação social em relação aos partidos grandes, nunca antes um tempo de antena foi deixado vazio, nunca antes uma senhora tinha sido tão enxovalhada pela opinião pública, nunca antes um candidato socialista teve tanta versatilidade no tom de voz, nunca antes um candidato do PP tinha batido o recorde de beijinhos a velhotas, nunca antes houve um Sócrates, uma Ferreira Leite, um Louçã, um Jerónimo e um Portas assim.

Pelo menos que nos lembremos. VOTA NULO!

26 August, 2009

And so it begins again...


And one day, the smallest of creatures in all of Mediocre Earth came forth and proved, to all those we dwelled upon it, that making the difference is all about believing in yourself. It matters not whether your big as a dragon, strong as troll or smart as an elf.

In this land, where the sword of corruption is wielded by powerful and fierce races and peoples, the small Mendhobbit set out in an adventure that would forever change the course of life in this world. Regretfully, in the past the Mendhobbit was not trusted long enough by his fellow PSDians and was ordered to return to the peaceful village of Bluebag End.

Years after, the PSDians had gathered at the PSD Summer Universordor in Devidean Castle, when a tiny figure rose from under the legs of the orange-coated patricians, and addressed the audience. Albeit everyone was dazzled by the low and strong voice this midget-like being had, no one even recalled it as such. He spoke of truth, credibility and purity of heart and attacked the choosing of evil characters for the forthcoming enthronements.

In spite of his return, Mediocre Earth will never know if the purest of hearts would carry on that way until the passing of our time. If only he had had the chance to prove himself to his fellow PSDians and rid this land of all the evil lurking underneath its soil, what could have happened?

One thing we have learned from the Mendhobbit's journey: even the smallest of creatures with the greatest of hearts should not speak with a stuffed belly, for power corrupts even the most generous intentions, as his PSDian friends so often proved since the beggining of the Rose-Orange Age.

12 August, 2009

É isto que aqui se lê!

My Political Views
I am a left social libertarian
Left: 3.9, Libertarian: 4.39

Political Spectrum Quiz

Awe inspiring!


Por estas linhas se percebeu que este blogue é fã das provocações, especialmente as que abalam o status quo da estagnação político-social tuga.

Depois de ter rodado por vários orgãos da comunicação social, a história da troca das bandeiras na Câmara Municipal de Lisboa revelou um conjunto de mentes com grande sentido crítico, que fazem da sua bandeira - além da de Olivença e da Câmara Municipal - o conceito original do "humor democrático".

O Blog 31 da Armada concentra em si as ideias de um grupo que martela forte e feio no poder instalado, e passa das palavras a actos com um tipo de provocação reveladora de uma inteligência sublime.

Aconselha-se a visita (vivamente)

31 DA ARMADA

07 August, 2009

World Update coming up with Blogaria Pegada


This is World Update,
Good Evening,
Thousands of protesters have gathered outside BP's headquarters to raise awarness against the lack of updating on the worldwide famous Blog. Cindy Johnson reports.
"White House officials have released information on President Obama's immediate statement about the stillness of the reknown Blogaria Pegada blog. The reaction of the public was not a surprise. Obama's staff members revealed that the President was schocked with the inneficiency of BP's action. "We will not stand and watch while America and the world are being mocked by both the writings and the absence of those writings on this Blogaria Pegada blog." The same administration officials noted that, in spite of these words, the Presidente feels the world might be a better place without BP's constant void with regards to any use it may have to the broader society."

Depois de Prodigy no Optimus Alive, o Super Bock Super Rock das famílias, a pré-temporada vitoriosa do Benfica, o México espectacular na sua Riviera Maya, a festa do Chão da Lagoa e o Terreiro do Paço só com uma faixa terem perdido o timing, apeteceu-nos pôr aqui qualquer coisa. Mas o quê? Ya, ok, já nos lembrámos.

Quando foi introduzido o número de telefone de 9 dígitos, um formato supostamente Europeu ou universal ou que era, alguém começou a decorar ou a dizer os números 3 a 3? Isto é curioso, porque, por muito útil que seja este formato, temos tendência sempre a dizer os números tipo nove-um, nove-três-três, quatro-seis, zero-zero. Na realidade, era muito mais económico dizer nove-um-nove, três-três-quatro, seis-zero-zero. Ou seja, não estamos a ser eco, porque demoramos mais 0,8 mil milésimos de segundo ao telefone, gastando energia desnecessária e gerando mais radições provenientes dos telemóveis.

Ora aí está uma coisa sobre a qual pensar, enquanto nos pomos a caminho do fim desta Sexta-feira de trabalho e, tarda nadinha, com as nádegas a apoiar o peso do corpo durante 2 horas e meia até à 13ª edição do festival Sudoeste (a nossa 12ª presença). No dia de hoje, uma vai a cantar Shaggy e a outra TOK (pode ser que a genitália cante Mariza ou Deolinda, logo se vê).

Hasta Ahora!

06 July, 2009

Um grande ilusão


Ainda agora estamos a ver a apresentação do Cristiano Ronaldo no Madrid, e, à parte das 80000 pessoas que estão ali a ver um gajo a falar 3 minutos e a vestir de branco, ocorreu-nos uma questão.

Porque e que de repente, entre os comentadores de futebol, se começou a usar de forma tão disseminada a palavra "ilusão" à espanhola? "A equipa tem uma grande ilusão", "os jogadores têm muita ilusão", "a ilusão e o sonho de um clube?" Ibéria?

(aqui em cima está uma verdadeira ilusão, ora olhe-se bem)

26 June, 2009

Don't stop 'till you get Enough



Depois do concerto de Alvalade, já Michael Jackson tinha morrido para sempre na nossa rotina quotidiana. Deixou de ser um artista, cujo trabalho seguimos e apreciamos e procuramos do seu trabalho retirar prazer com alguma regularidade, a sua presença física passou tudo isso para secundário. A sua música perdeu para nós toda a suscitação de interesse de forma regular, tal como religiosos medianos que não precisam de ler a mesma oração todos os dias.

Era uma coisa já tão lá, no mesmo sítio, era como o Castelo de São Jorge, de que aparentemente não precisamos, que só contemplamos de vez em quando, mas que, quando queremos, nos desperta uma sensação de pertença, de segurança no nosso conhecimento e na nossa experiência de vida. Mas isso só acontece porque está lá, e há-de estar sempre. Pode não ter qualquer impacto na vida e pode até estar desaparecido durante anos, mas está simplesmente lá. Agora, o Wacko Jacko já não está.

Era uma espécie de sub-divindade distante e majestática, que, apesar de não ocupar sequer um nano-segundo de um único pensamento nosso há eternidades, faz com que a sua perda nos afecte de certa forma, sem sabermos porquê. A perda de uma referência ausente, não sabemos, é estranho.

Bom, mas para não parecer que isto é mais uma lamechice na onda da maré de notícias e do momentum da actualidade, deixamos acima uma música que bem representa, quanto a nós, a vida e a morte de Michael Jackon: não pares até teres o suficiente, para bem ou para mal. Uma música apropriada para quem nunca parou até ter tudo, e nada...